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Curiosidade

Sex 17 Abril, 2009

Hoje, conversando com minha namorada, para variar, fiz uma renca de perguntas (a maioria delas complemente desnecessárias). Mas acabo do mesmo jeito perguntando, sem conseguir controlar o meu excesso de curiosidade.  Não sei se é comigo, mas quando quero saber algo, mesmo quando são coisas que não se perguntam fico fazendo milhões de voltas para tentar saber o que eu quero saber. Se não o faço, acabo simplesmente  perdendo meus minutos pensando somente nisso.

E como diria aquela comunidade do orkut:  ”minha imaginação é foda”. Se não sei, minha cabeça cria coisas para amenizar minha curiosidade. Cria fatos, cria roteiros, cria. Do nada, mesmo que não exista nenhum fundamento no que foi criado.

Enfim, curiosidade é como um demônio, que fica cutucando nossa orelha e até ser morto não para de falar “o que é aconteceu?”.  Só que as vezes isso pode ser um tanto quanto… inconveniente. Queria um jeito de saber instantaneamente tudo que passasse por minha cabeça.

Por Daniel Vieira

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Fases criativas.

Ter 14 Abril, 2009

Eu tinha largado o blog de lado. Depois de quase um ano, sei lá exatamente o motivo, o blog voltou a minha cabeça. De maio passado pra cá aconteceu um monte de coisa na minha vida e ao mesmo tempo parece que nada, ou melhor, quase nada mudou realmente. Mas enfim, pretendo voltar a postar aqui pelo menos semanalmente. Eu resolvi voltar por causa das coisas que eu vim passando ultimamente e que renderiam bons posts no blog.

Esses dias fiquei pensando em como funcionam exatamente meus processos criativos. Deixe-me explicar melhor. Eu como pessoa, sempre sem querer me envolvi com “arte”. Sempre escrevi verso, poesia, contos, depois me envolvi com música (um dos motivos de eu ter parado com o blog foi esse). Apesar de não me ver como artista me vejo envolvido mais com o lado emocional/irracional que com o lado técnico/racional.

Mas por incrível que pareça as vezes simplesmente me transformo. Ou travo. Não consigo romper minhas próprias barreiras e deixo de ser criativo. Caio nas repetições. Como um vício, fico a+b e raras as vezes consigo pular do b para o c. Viro quase uma máquina de repetição, linha de montagem, operário e não criador.~

E lendo sobre coisas relacionadas a criatividade, li várias e várias vezes que “95% é transpiração e 5% é inspiração”. Acho o contrário. Parte técnica, de música, de poesia, de conto, prosa, crônica, no fundo é, e isso é uma percepção que tive durante esse ano, algo como andar de bicicleta. Você aprende, treina e fica cada vez mais seguro disso. Mas ela por si só não te entrega uma bela poesia, um conto fantástico, um hit. Ela te faz ser simplesmente tecnicamente perfeito, mas e atingir a “alma” do que aprecia sua obra? Existe técnica?

Claro, retirando as fórmulas batidas, repetições babadas de palavras, notas,  melodias e harmonias, técnica nenhuma faz de ninguém um blockbuster. E ainda que você saiba todos as fórmulas de cativar o público não existe como, somente trabalhando nas formuletas, chegar aos grandes hits. Você pode fazer algum relativo sucesso mas vai se transformar em mais um, num mercado musical cada vez mais pulverizado? Num mundo virtual tão amplo? Nada além, nada além.

O que me questiono hoje é se todos os “artistas” passam por essas fases criativas. Como se existisse uma cota de assuntos. Não sei se isso acontece comigo pelo simples fato de eu, como posso dizer sem parecer estranho ou simplesmente maluco, me isolar de tempos em tempos do mundo, parar de me relacionar com as coisas externas e gastar tudo que eu tenho e então, novamente, procurar por motivações, buscar inspirações, renovar meu cérebro. Ou se na verdade, eu penso que é assim mas mesmo que se eu estivesse inserido num mundo, rodeado de coisas novas inevitavelmente eu passaria por períodos de excassez criativa.

O maior problema hoje para mim é  minha falta, por incrível que pareça apesar do abandono do blog, de foco. Eu passo pro excassez criativa em música hoje, mas consiguia escrever poesias.  Faço três ou quatro coisas, gasto minha criatividade em N coisas mas naquilo que eu preciso ser criativo me torno simplesmente repetitivo, revejo o que já fiz e acabo fazendo o mesmo, com outra roupa, mas o mesmo. E claro, hoje, estou na mingua da minha criatividade, nem poesia, nem música. Talvez eu precise de umas férias da minha cabeça, quem sabe eu volte a ser criativo.

Por Daniel Vieira.

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Sensação estranha.

Dom 18 Maio, 2008

Talvez um post desabafo. Mas não sei se isso é só comigo mas eu to percebendo o quanto são rasas todas as minhas relações com as pessoas. O engraçado que isso nunca me incomodou, até eu perceber. Como exemplo, e isso pode “magoar” alguém, posso mudar de cidade, de curso, de país que o “tudo novo” não me seria estranhoe  rapidamente eu me desconectaria das pessoas anteriores e passaria para as próximas.

Enquanto eu escrevia o parágrafo eu tentava achar a palavra certa, e creio que seja desapego. Eu me percebi desapegado, como se pouco importasse os outros, meio como peças substituíveis numa máquina qualquer onde pouco importa se a peça é X ou Y só importa o funcionamento da máquina, no caso, eu. Mas isso nem é egoísmo ou coisa assim, não é “foda-se” os outros. Mas é falta de interesse em construir algo entre eu e os outros, como se não valesse muito a pena.

Talvez eu esteja perdendo minha habilidade de relacionar-me com os outros. Só espero que isso pare de incomodar ou eu resolva isso.

Por Daniel Vieira.

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Isso sim é loucura.

Sáb 29 Março, 2008

Eu poderia começar esse post rindo, com um hahaha de cinquenta (esse teclado nao tem trema, maldição) linhas. Se o mundo fosse lógico, racional ou, se nenhum desses dois fosse mas se pudessemors classificar como, no mínimo, ”entendível” eu aceitaria.

Lembro de ter escrito que parecia existir alguém, mais sádico e “maldoso” que eu, controlando e manipulando os fatos e acontecimentos para seu divertimento. Como quando alguém joga The Sims e coloca uma criatura virtual dentro de uma piscina onde ele jamais pode sair até que este morra. Sim, se quem está lendo isso acredita em Deus, Diabo, Capeta, Buda, Exu Caveira, creia, mas saiba, o teu salvador é no mínimo um GRANDE SACANA (Isso pra não usar de palavras pouco convenientes nesse blog onde sempre tentei manter algum nível). É engraçado, eu até tiro sarro de coisas que não se deve tirar sarro mas não é irônico que uma pessoa que desista de incendiar uma casa em troca de dinheiro morra de uma forma cruel, tostado como um churrasco muito bem passado(ah, o sarro fica no fato desse mesmo sujeito vender churrasco), exatamente por ter DESISTIDO de tocar fogo nos outros? Por isso estou rindo. Dou gargalhadas infinitas como um louco!

Mas não só pro churrasco de churrasqueiro, mas pelo pior acontecer com as pessoas que tentam se redimir, ou até com pessoas que não tem culpa alguma. Se existe algum plano “divino” pras pessoas boas esse plano sempre foi completamente oposto! E eu dou risada. Por simplesmente ter percebido que nunca adiantou lutar contra, é só seguir a corrente! Sejamos todos grandessíssimos sacanas. Estraguemos a felicidade alheia, preguemos o ódio, plantemos a traição, sejamos egoístas! Sabe, essa tal de solidariedade, amizade e outras balelas pregadas pela tal moral conceituada dentro da nossa sociedade? Quem cumpre isso só perde!

Sim, agora sou do Partido dos Grandes Filhos Duma Puta do Mundo. E por mim, que sua vida seja bem ruim, pior do que eu consiga imaginar! E acredite consigo imaginar atrocidades que até Hitler/Stalin/Costa e Silva sentiriam calafrios (talvez de prazer).

Por Daniel Vieira de Figueredo.

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In-existência

Sex 30 Novembro, 2007

E eu queria, sem ver, escrever e conseguir colocar duma forma “entendível” tudo que eu tenho pensado nessas semanas, nessa noite, principalmente. É engraçado como nosso pensamento foge quando a idéia é boa e só lhe falta pegar pelo rabo dela enquanto ela foge por aí, nesses cantos escuros do cérebro. Mas 0kay… vamos tentar.

Eu podia simplesmente jogar tudo pro alto. Já fui tanta coisa, quase tudo na verdade, louco, punk, poeta, músico, cozinheiro, escritor, amante, filho, professor, aluno… EU podia simplesemente jogar tudo pro alto, deixar pra trás uma história, uma vida e um mundo. Começar de novo? Não! Nunca! Mas ao jogar tudo pro alto eu inexistiria. Seria como aquelas estrelas que se apagam num céu limpo e ninguém percebe.  E quem quer perceber algo que se apaga num lugar onde todo dia nasce mais um?

Mas, com o passar dos dias eu percebi que não existe uma real forma de inexistir. Você pode pirar e apagar seu passado, mudar de cidade, país, planeta, galáxia… mas e dentro de você mesmo? A tua existência anterior ao radicalismo da mudança continuará a martelar, como aquelas máquinas bate-estacas, erros anteriores voltarão, acertos, tristezas e alegrias. A sua existência dentro da inexistência. Confuso? Eu tentarei simplificar.

A nossa existência, nossa… consciência continua existindo independentemente da nossa inexistência para os outros. Você pode fazer tudo errado e destruir todas as coisas que você fez, manchar sua “reputação”, perder a confiança de todos. As pessoas que você um dia prejudicou, ou que sabem de algo daquilo que você se envergonha, se esquecerão de você um dia, isso é fácil, basta mudar o círculo de amigos, cidade, local de trabalho. Mas você esquecerá isso?

Como disse no início do post. Jogar tudo para o alto e inexistir é muito fácil. Mas nunca conseguiremos deixar tudo para trás. Superam-se traumas, vergonhas, erros e até se aprende algo com eles. Mas esquecer? Ser outra pessoa diferente? Só apagando a própria e real existência. Sem querer ser trágico e dramático mas, mesmo assim, sendo: Só a morte nos libertaria da nossa própria existência. Então acostumem-se com suas próprias frustrações pois essa tal de vida real é aquele tipo de jogo que não tem save, não tem “extra-life”, nem segunda chance. Se existisse isso, seria muito fácil e quem sabe até perderia a graça, não?

Por Daniel Vieira

ps: Eu ia postar esse texto a quase um mês atrás. Estava incompleto, estava estranho e muito mais sem sentido. A idéia acabou se distorcendo com o tempo mas continua a mesma em sua essência.

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E nunca é o suficiente.

Sex 26 Outubro, 2007

De novo, lendo o fórum da Hardmob (sim, é um fórum nerd de pc, mas no Boteco as vezes aparece algo do gênero) eu li um tópico que me chamou a atenção. Eu até postei umas coisas lá sobre o que eu achava sobre o assunto e aqui vou dissertar melhor sobre isso.

O ser humano é um ser de desejos. Isso não é discutível pois acho que todo mundo concorda que isso é um fato, somos movidos graças a nossa máquina cerebral, ao nosso Ego, que nos ordena o que fazer com nosso o corpo para satisfazê-lo. Mas o foco da discussão que tivemos lá foi:  Nunca pararemos de querer mais? Essa necessidade de conquista nunca acabará? Nunca estaremos satisfeitos com aquilo que temos?

A resposta é não. Nunca estaremos satisfeitos completamente. Todo mundo pensa assim: Ah, um dia eu terei uma casa, uma família, um carro, um bom emprego e estarei feliz. Mas até nesse desejo simples e alcançável existe algo do intangível. O homem precisa de motivações, pois quando não se tem rumo a vida perde o sentido. Sem sentido é preferível estar morto.

Claro, quando alcançamos objetivos que tinhamos ficamos extremamente felizes. E acho que isso é mais ou menos o que considero felicidade, mas já perceberam que depois de um tempo essa felicidade se desgasta e estamos em busca de outro objetivo? Uma pessoa que pode ser dita feliz é uma pessoa que alcança vários objetivos seguidamente. Um após o outro e quando deseja uma coisa nova vai atrás, consegue, é feliz e assim sucessivamente.

Mas porque diabos somos essa máquina de engolir desejos? Eu acredito que por um motivo único e simple: A nossa racionalidade. Quando nos deixamos racionalizar nossos desejos e necessidades mudaram. Um animal só se move segundo às suas necessidades (comida, água, reprodução) e nós humanos também temos essas necessidades, porém, quando racionais, criamos novas necessidades, novas formas de “alimentação”. Hoje, mais que o corpo, é necessário alimentar nossa própria racionalidade. Por isso no post anterior disse aquilo que pessoas burras são mais felizes, o alimento da racionalidade delas é mais fácil de ser alcançado.

Voltando ao título do tópico e tentando concluir isso aqui: Não se assuste. Temos essa necessidade de desejo para sobreviver no mundo. Se uma pessoa não quer mais, ela não se moveria. Se uma pessoa não vê mais pq de continuar, ela com certeza se mataria. A vida, felizmente ou infelizmente, é um eterno jogo de gato e rato, onde o gato é o desejo e o rato é o objeto desejado, porém, o dia que o gato conseguir capturar o rato e se esse gato nunca mais tiver fome e não quiser comer outros ratos… Entendem?

Por Daniel Vieira

ps: O wordpress tava lento ontem? Eu tentei entrar na página de administração pra postar isso e não consegui, hoje tava ruim tb.

ps2: Eu acho que esse assunto é legal até pra mostrar como e pq do socialismo como foi implantado não funcionar. Talvez depois faço um post sobre isso.

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Ser inteligente e infeliz, ou burro e feliz?

Seg 22 Outubro, 2007

Eu estava lendo um fórum na internet outro dia e me deparei com essa frase, muito interessante e verdadeira, sobre como a inteligência pode influenciar diretamente na felicidade. Acho que isso é tão antigo e sombrio quanto o pensamento humano. Já no Gênesis bíblico, que para mim é uma grande e interessante metáfora, existe uma referência a essa pequena e conturbada pergunta. Se não me engano, o fruto que era proíbido tinha o nome de “Fruto do Conhecimento” e quando este foi comido por Adão e Eva eles tiveram grande sofrimento. O que isso significa?

Significa, claramente, que a nossa existência quando baseada em racionalismo, realismo, ou seja lá do que desejem chamar, nos tornam pessoas amargamente infelizes. Pensar enlouquece, entristece, machuca. É como se ao criarmos teias gigantescas para sistematizar a vida e o mundo, percebemos como o ser humano é falho, como nós mesmos somos falhos e como aqueles de quem dependemos e queremos bem também são falhos. Vemos que apesar de tudo que façamos o mundo e o homem jamais serão perfeitos e tudo não passa de uma grande loucura cheia de erros e falhas grotescas.

Será que vale a pena ser inteligente e, graças a isso, sofrer? Ou valeria muito mais, desconhecer a simples malevolicidade do mundo e sorrir diante da própria ignorância? Eu a muito tempo, tenho tentado me equilibrar num caminho mediano. Eu conheço exatamente como meu pensamento funciona, até onde minha cabeça tenta e pode me levar quando eu a deixo pensar. Dizem que o trabalho enobrece os homens, os torna felizes e essa ladainha toda. Hoje, concordo em parte. O trabalho ocupa a cabeça e a forma de eu tentar fugir da minha própria inteligência é matando-a com ocupações intelectuais repetitivas e mecânicas: Trabalho. Eu entendo, numa visão muito cética e quem sabe até pessimista, que o trabalho emburrece os homens.

Lógico, não existe somente o trabalho como uma forma de matar a inteligência e fugir do demônio, que isto pode se tornar se não for domado. Existem outras formas, mais simples porém, muito mais perigosas. Formas, digamos, de emburrecer temporariamente e assim buscar abraçar por algum tempo aquela satisfação besta que chamamos felicidade. Eu uso o desvinculamento com o meu mundo, seja bebendo, seja saindo com pessoas diferentes, seja simplesmente ligando um interruptor do foda-se na cabeça e deixando todo o resto pra lá. Mas é sempre temporário, não adianta, sempre que consigo manter por algum tempo o meu demônio enjaulado ele se volta contra mim e vem revigorado, sedento por sistematizações e novamente me vejo pensando, e como alguém disse e uso essa frase repetidamente: pensar enlouquece.

E ultimamente eu tenho convivido com pessoas, digamos, que não possuem o demônio em suas cabeças, ou se possuem o ignoram completamente. E eu vejo, claramente, como essas pessoas são mais satisfeitas com a vida e, por ignorarem, são mais felizes. Pessoas que almejam muito pouco, beirando até a mesquinharia, mas mesmo assim são felizes. A burrice inerente delas gera uma falta de preocupação com coisas que seriam motivos de preocupação para alguns, a burrice delas os torna mais realizados com necessidades menores que as daqueles que são inteligentes, a burrice deles os torna até melhores, certas vezes, que aqueles que são inteligentes.

As vezes, sinceramente, nego a minha própria inteligência. Desligo a chave geral e assim tento rir da desgraça e sorrir do pouco e me satisfazer com isso. Até admiro e, de certa forma, invejo quem não se preocupa com isso e simplesmente é feliz em sua grata burrice e ignorância. Mas certamente estou seguindo pela trilha do meio, as vezes me “emburreço” para rir dessa coisa que chamamos mundo e quem sabe ser aquilo que chamamos feliz.

Por Daniel Vieira

Ps: Entendam, burrice e inteligência são conceitos muito mais amplos que simplesmente notas em faculdades e essas coisas. Nota em faculdade, muitas vezes é baseada na repetição e reprodução daquilo que se aprende. Inteligência na minha visão e de muitos outros é uma forma de raciocínio e não de reprodução. Pensar é ser inteligente. Burrice é ignorar o que está a sua volta e o que te cerca, fechar os olhos para tudo além do teu próprio umbigo. Logo, para aqueles que se sintam ofendidos, entendam primeiro os significados das coisas, para quem sabe depois, continuarem ofendidos. =]

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Pessoas descartáveis.

Qui 18 Outubro, 2007

Tá, tudo bem, estou bebado. Mas isso não pode passar em branco. Eu já estava com isso na cabeça e eu hoje comprovei minha teoria, mais uma, vou virar um filósofo e quem sabe assim poderei viver de meu ócio!

As pessoas não valem nada hoje em dia. São tão descartáveis quanto uma garrafa Pet de refrigerante vagabundo. Hoje, mais do que em outros dias, pude comprovar isso. Eu posso até afirmar que já cheguei a acreditar que pessoas podiam se mover segundo afinidades e interesses, mas sinceramente? Elas querem usar, sim como se fossemos objetos, e quando o interesse acaba, somos descartados, meio como pratos plásticos sujos depois de um aniversário. Não passamos de objetos de uso mútuo, o que é usado pra um parece novo ao outro.

Sim, quem está lendo isso não precisa interpretar meu texto. Eu vou dizer claramente. Somos OBJETOS para uso ALHEIO quando nos tratamos de relações interpessoais. Eu poderia problematizar, justificar meu devaneio, mas prefiro deixar isso em aberto.

Como diria um bom poeta que escreveu uma famosa letra dum dance antigo “Some of them want to use you”. Objetos, tão usáveis e descartáveis quanto um garfinho plástico.

 Por Daniel Vieira

Ps: Bebi e não to ligando a mínima. Depois elaboro melhor isso.

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Sanidade barata.

Qua 10 Outubro, 2007

Mantive-me são. Dentro daquela normalidade do mundo, um dia, um mês, um ano. Enlouqueci tantas vezes, brinquei com minha cabeça, coloquei-a a prêmio que o desafio da sobriedade e da normalidade pareciam ser extramente interessantes. Como se de tão louco estar a loucura se tornar algo normal e o normal se tornar em algo fabulosamente estranho.

Então mantive-me são, mas simplesmente a sanidade já não está para mim como o Sol está para o dia. Nublou-me o tempo e a tempestuosa loucura brinda comigo durante todo o dia e quando durmo torço para que o Sol brilhe por debaixo das nuvens e eu volte ao que já fui… Mas jamais voltarei. Tantas foram as vezes e com tanta força desejei a loucura que ela se instalou como um câncer em meu corpo, foi dominando meu cérebro e, enfim, quando quis deixá-la de lado já era tarde demais.

Para que manter-me são se a sobriedade do mundo tenta me destruir? Se não há paz na sobriedade, se não há nela nenhuma felicidade, se a realidade só nos consome? Porque só assim sabemos que estamos realmente vivos. A loucura certas vezes parece a morte, ou até quem sabe o sonho. Com suas asas sob sua cabeça não necessitamos dos outros e os outros não se importam. É engraçado, louco, você consegue se manter só, não como um eremita dentro de sua gruta profunda mas sim como um fantasma no meio da multidão, não se importando se aqueles que te cercam valem algo para você.

Mas a loucura é egoísta. Vem e te toma como uma amante, te prende e fascina e quando você tenta livrar-se dela, simplesmente,  esqueceu como era o ser são. Enlaçado em suas teias você se debate, sabe que está preso, mas quanto mais tenta fugir dessa agonia mais firmemente preso está a ela, mais fios ela joga em sua mente, menos você consegue sobreviver. A insanidade é como um caminho que a cada passo dado dentro dela um abismo se abre no passo anterior e, caso tente voltar, cairá para sempre dentro de uma nova loucura.

Então, mantive-me louco. Amando minha própria loucura, desejando-a todo dia. Desisti de voltar e nesse caminho sem volta seguirei, então, com alegria.

Por Daniel Vieira

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O Mundo, o Caos e Eu.

Sáb 6 Outubro, 2007

Talvez eu possa exagerar um pouco nesse texto, mas como sempre fui dado aos excessos e aos exageros relevem algumas idéias mirabolantes. Eu vejo duas formas de mundo, um mundo exterior, o das coisas existentes e um Mundo interior, do campo das idéias. Para diferenciá-los eu vou usar a letra maiúscula quando for falar do Mundo interior.

Pois bem, eu não me lembro exatamente onde eu li sobre isso e nem o porquê de eu ler isso mas existem teorias engraçadas da interação do Mundo com o mundo. Alguns exotéricos, estudiosos, superticiosos, sei lá como denominá-los dizem simplesmente que as vontades interiores ajudam a moldar a realidade exterior, não somente aquela do campo da tua própria ação mas sim como se o universo realmente pudesse se moldar completamente de acordo com as vontades de todos. Tudo bem, pode parece insanidade isso (ah, mas você tá num blog sobre loucura e queria o que?) mas eu tenho percebido o mundo se moldando às minhas vontades mais sinceras como se eu fosse simplesmente o Deus e Diabo de minha própria existência. Tá mas aí vocês vão se perguntar: “Ok e como o ‘Senhor’ explica as coisas ruins que te acontecem? Você deseja o seu próprio mau?”

Por isso do Caos no título, não desejamos nosso mau, mas temos um pequeno problema, nosso humor varia e nessa variação de humor, muitas vezes, o mundo se molda ao estado do teu Mundo. Então se seguirmos a linha de raciocínio a resposta é sim, desejamos nossa própria falha, mesmo inconscientemente. Nosso Mundo é tão imprevisível quanto o próprio mundo. Nos gerimos dentro do Caos e nisso transformamos o mundo para satisfazer o nosso Mundo.

Essa idéia me faz lembrar o filme Vanilla Sky(que por acaso é muito bom) e me faz pensar naquela verso idiota daquela musiquinha do criança esperança “Depende de nós”. Pensando dessa forma percebemos que na verdade quem é o detentor do destino é o nosso próprio ego e suas maluquisses. Tudo bem, essa idéia pode parecer absurda pq teriamos de gerir um choque de Egos, não só de um ou dois Egos mas de bilhões deles e assim se o mundo fosse se moldar a cada vontade absurda das pessoas o mundo seria muito estranho e impraticável e só nos restariam duas possibilidades: Os outros não existem e são somente criação do teu próprio Ego para satisfazer a necessidade de comunicação e a sensação de existência ou, o que acho mais plausível, os choques das vontades fazem o mundo ser como é e nesse choque as vontades mais fortes vencem e por isso uns tem “sorte” e outras vezes “azar” já que nem sempre é possível ganhar sempre.

Onde eu queria chegar nessa lenga-lenga descrita até aqui? Que para conseguirmos o que queremos não basta somente a ação, mas demandamos também do nosso desejo de conseguir. As vezes que estamos mais seguros de nós mesmos, mais fortemente interessados são, sem dúvida, as vezes que temos aquela maior sorte do mundo e nosso esforço precisa ser o mínimo, parece que aquilo era o que estava pré-destinado, como se aquilo ali fosse algo simplesmente natural e não pudesse ser diferente. Pode até ser viagem da minha cabeça, mas é como eu tenho visto o meu Mundo interfirindo nos acontecimentos gerais do mundo em que estou.

Por Daniel Vieira