Posts de Maio 24th, 2007

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A loucura da busca incessante pela felicidade.

Qui 24 Maio, 2007

Roberto Shiyashiki, 53 anos, além de escritor, é psiquiatra e psicoterapeuta. Presidente da Editora Gente e recém formado também em administração pela USP, combate a supervalorização da aparência. Observador contumaz das manias humanas, Roberto está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra. Em entrevista para a Revista Istoé, aponta as quatro loucuras da sociedade.

“Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão.

A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.

A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.”

Max G Pinto  
“Hoje, como as pessoas
não conseguem nem ser nem ter, o grande objetivo de vida se tornou parecer “

leia a entrvista de Roberto Shiyashiki completa.

Enfim, estão aí outros tipos de loucura. Essa busca incessante e incansável pela utopia de felicidade estabelecida pela sociedade. A obrigação ter ter uma família linda e perfeita, um emprego bom, uma casa legal, um carro…. sair de casa às 7 e voltar ás 7, jantar e dormir para mais um dia de trabalho chato, contando os dias para sua aposentadoria… Muitas vezes as pessoas não param pra pensar em seus próprios valores e ideais de felicidade.

“Não vou namorar fulano, porquê ninguém gosta dele”… Já ouvi dizer não lembro mais onde nem quem, acho que foi em uma entrevista na TV, em que uma mulher, quando perguntada qual sua profissão se sentia envergonhada em assumir-se “dona-de-casa”, porque isto não tem respaldo social. Se hoje ela tem 50 anos, quando tinha 20 se formou em arquitetura e nunca seguiu, prefere se auto-denominar arquiteta. E se de repente você engordar uns quilinhos?? meu deus o mundo acabou ne??!! todas as suas amigas vão ficar enchendo o seu caso dizendo que você engordou, e as colegas comentarão umas com as outras… aí então as meninas que tentam se encaixar naquele tal padrão morrem de bulimia e outras doenças relacionadas… é uma verdadeira loucura pela busca da incersão social. E o mundo publicitário adooora isso. Ande com determinado tênis que você conquistará a mulher amada, ou tenha tal carro que assim você será feliz!!!.. mensagens que, sim, já são clichês, mas continuam a funcionar já que estão sempre presentes.

Como o nosso velho e bom amigo Nietzche sempre dizia, o mundo precisa de homens que criem novos valores – os chamados “super-homens”- já que a sociedade atual está carente de valores subjetivos.. estamos na era no niilismo, desejamos todas as coisas e ao mesmo tempo nada. O homem contemporâneo é vazio e poucas decisões são legítimas.

Por Paula Varejão

Outro blogg sobre o assunto: Lislene´s Space

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Aleatório?

Qui 24 Maio, 2007

Eu tava reparando aqui, as vezes o aleatório chega a ser… preciso demais.

Não sei, mas eu tava vendo isso e achando graça que aos poucos fatos que aparentemente são desconexos vão se conectando, coisinhas que você fez e não dá a menor importância mas depois de um tempo vão crescendo e tomando uma forma avassaladora tipo uma bola de neve.

Eu não sou do cara que acredita em destino, signo, pré-destinação, livro da vida e afins, eu sou cético em relação a tudo isso. Mas as vezes, e ultimamente não tem sido poucas vezes, meu ceticismo fica abalado por conta dessa estranha aleatoriedade.

E ultimamente eu vejo cada esquisitisse acontecendo, coisas que eu fiz a muito tempo influenciarem fatos que eu nunca imaginei que poderiam estar ligados, como disse antes, coisas aparentemente desconexas, sem sentido de ter ligação e coisas que eu não vejo relação no fim estarem relacionadas sem a menor lógica possível. Mas saindo da minha percepção restrita de mundo e passando pra de quem lê esse blog (se alguém lê isso). Você nunca se pegou indo em algum lugar e encontrar exatamente quem você estava precisando encontrar, isso no lugar mais inesperado e impossível? Ou, um exemplo tosco, você ia para uma festa e na última hora você acha melhor não ir, no minuto seguinte a sua inexplicável desistência “aleatoriamente” acontece algo que exige tua presença em algum outro lugar. As coincidências de você ter decidido sair por um minuto pra comprar alguma coisa e naquele exato minuto que você saiu algum maluco estar te procurando e não te acha em casa só pq você decidiu sair pra comprar uma besteirinha e se você tivesse em casa poderia ter tido um grande problema por conta disso, ou até aquela frase idiota “no lugar certo, na hora certa”.

Não sei se isso é viagem só minha mas, as vezes, eu me imagino num grande joguinho bizarro onde ficam jogando pra cima e pra baixo com as vidas alheias que eu chego a achar que é quase uma conspiração maluca dum povo que realmente não tem o que fazer da vida ou tem né, ficar brincando disso deve ser muito divertido, não existe quem fica jogando The Sims e simulando de jogar com a vida de bonecos virtuais?

Ps: Não, eu não sou paranóico, é só que as vezes dá até graça de pensar sobre a vida.

Ps2: Se eu chegar na faculdade e alguém tiver chamado a galera do hospício eu vou dar sérios motivos não para me levarem pro hospício e sim para a cadeia. :D

Ps3: E sim, o Ps2 é uma ameaça.

Por Daniel Vieira de Figueredo com insônia.