Posts de Maio 29th, 2007

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[L]oucura [S]ordidamente [D]oce

Ter 29 Maio, 2007

Eu acredito que existam 3 tipos de loucura, a natural, a momentânea (desatinos e essas coisas) e aquela que você adquire por vontade própria.

Falando em formas de adquirir loucura por vonatde própria citarei uma: Diatilamida do ácido lisérgico, ou LSD, foi descoberto por Albert Hoffmann em 1943 de forma acidental. Pulando essa parte histórica da droga e passando para ao ponto do qual sempre tratamos no blog o LSD é o mais próximo de um estado de loucura que eu acredito que se pode chegar.Imagine o mundo distorcido, sem forma real. É algo que acontece com o uso de LSD, é como se tudo fosse uma única pintura de plástico em 2D e ela estivesse sendo queimada, melhor, derretida. Tudo se mistura, nada é como na realidade é. Ou será que é a realidade sem os véus (como diria Huxley, “Quando as portas da percepção estiverem abertas, tudo será como é”)?

Os traços de distorção, obviamente, não são exatamente o que tornam o LSD a droga que aproxima o homem do louco. Ele age de alguma forma sobre a forma de raciocínio da pessoa. As vezes, os padrões de pensamento ficam parecidos com o de pessoas esquizofrênicas. Por vezes a organização do pensamento é rápida e lógica, porém a velocidade é tanta que assimilar tudo que te vem na cabeça não é possível, você acaba tendo tantos vislumbres de idéia em tão pouco tempo que o tudo se torna nada e você não consegue transferir tudo que você pensou para ações ou palavras e o que você passa pro mundo concreto parece sem sentido algum. Em alguns casos os pensamentos simplesmente somem, como em estados de nirvana e meditação profunda, e você precencia o pensar em nada.

Por vezes eu acredito que o ácido também possa agir como um desbloqueador da ID, fazendo com que o estado da profundidade da “alma”, do intangível quando se está sóbrio, fique solto. Usando uma metáfora besta, libera o monstro da jaula (a ID do SUPEREGO) e quando a ID está a solta tudo o que você tem de melhor e pior chega a superfície.

As vezes, lendo livros como o de Carlos Castañeda (A Erva do Diabo) ou de Huxley (As portas da percepção) eu percebo muito uma visão descritiva da droga, do campo visual, mas ela age de forma muito mais profunda nos campos do pensamento e dos sentimentos. A visão de mundo muda, as formas de atingir os objetivos mudam e o padrão de pensamento também.

Ou você acha mesmo que é só um monte de alucinações e pronto?

Por Daniel Vieira