Eu tava lendo o blog duns amigos meus e acabei caindo num post sobre um video game de sexo. Não vou mentir dizendo “nunca imaginei isso”, lógico, na minha mente nada puritana já pensei nessas possibilidades, mas o que assusta é que. com certeza, algumas pessoas substituem as vidas reais pelo “viver virtual”.
Ou você nunca conheceu um daqueles “gamemaníacos” que passam coisa de16-20 horas jogando direto, sem sair, sem estudar, sem comer direito? Sim, essas pessoas existem e cada dia mais a imersão virtual aumenta. Antes você podia passar algumas horas jogando o The sims, mas era um jogo solitário. Com a evolução da internet novos jogos surgiram, como o Second Life e lá você “interage” com pessoas de verdade, só que virtualmente.
Como o próprio nome do jogo diz: Segunda Vida. O problema é que acredito que num futuro não muito distante algumas milhares de pessoas irão substituir as suas “first lifes” e passarão a viver nesse mundo bizarramente virtual. O que me faz crer nisso é que quanto mais real o virtual fica, menos as pessoas “necessitam” do real. E como no mundo virtual a pessoa pode ser exatamente aquilo que ela deseja é realmente algo tentador.
Quando escrevo isso imagino aquelas pessoas tímidas, retraídas e que se soltam completamente na internet. Pessoas que buscam saídas nesses jogos, viver o que não vivem de verdade (agora tem até jogo pra virgens de 40 anos), pessoas que não conseguem ter uma “real-life” e optam assim por uma vida “virtual” para conseguirem obter algum prazer em estar vivo.
E não sei pq, mas isso me lembra Matrix…
Por Daniel Vieira
