Posts de Setembro, 2007

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O Poder do Pensamento Positivo.

Ter 11 Setembro, 2007

Você já ouviu falar no efeito Placebo?

Então, muito interessante. Quer dizer um tratamento “falso”, baseado no psicológico das pessoas, que inesperadamente dá certo, devido a um efeito real causado pela crença ou por uma ilusão subjetiva. Pessoas que tomam apenas pílulas de água e açúcar e sentem uma melhora, imaginando ter tomado o remédio feito especialmente para a sua doença. Mais ou menos assim: Se eu acreditar que a pílula ajuda, ela vai ajudar. É um dos fenômenos mais comuns observados na medicina, mas também um dos mais misteriosos.

“Doentes com dor intensa, provocada por uma doença chamada aracnoidite, que recebiam injeções endovenosas de novocaína (um anestésico), tinham alívio da dor e dormiam. Nesses mesmos doentes, depois de algum tempo, com a troca da injeção de novocaína por soro fisiológico (uma solução fraquinha de sal), continuavam a ocorrer alívio da dor e sono.”

“Médicos em um estudo eliminaram verrugas com sucesso, pintando-as com uma tinta colorida e inerte, e prometendo aos pacientes que as verrugas desapareceriam quando a cor se desgastasse. Em um estudo de asmáticos, pesquisadores descobriram que podiam produzir a dilatação das vias aéreas simplesmente dizendo às pessoas que elas estavam inalando um broncodilatador, mesmo quando não estavam.”

“A um homem com cancro, em estado avançado, deram-lhe uma injeção única de um medicamento experimental, Krebiozen, na época tido como “milagroso”. Os resultados deixaram o médico assistente estupefato: os tumores haviam-se “derretido como bolas de neve”. Mais tarde, o doente viria a ler uns estudos que davam o medicamento como ineficaz; o cancro recomeçou a alastrar. Nessa altura, o médico, agindo por palpite, ministrou-lhe um placebo – água simples – por via intravenosa, dizendo que era uma nova fórmula do Krebiozen. O cancro voltou a atrofiar, de modo espantoso. Até que o paciente voltou a ler nos jornais o veredicto oficial da Associação Médica Americana: o Krebiozen era um medicamento inoperante. O paciente perdeu a fé por completo e morreu poucos dias depois.”

O efeito placebo é poderoso. Estudos demonstraram que os placebos são eficazes em 50 a 60 por cento dos pacientes com determinadas condições, por exemplo, dores, depressão, algumas indisposições cardíacas, úlceras gástricas e outras queixas estomacais.

O porquê de uma substância inerte, uma assim chamada “pílula de açúcar,” ou falsa cirurgia ou terapia fazerem efeito, não está completamente esclarecido. Esse também é o caso do tratamento homeopático, muito polemizado já que nunca conseguiu se provar sua real validade. Além disso, porque pílulas ou procedimentos usados pela medicina tradicional funcionam, até que seja demonstrado que não possuem valor?

Em resumo, há certa quantidade de representação de papéis pelas pessoas doentes ou feridas. Representação de papéis não é o mesmo que falsidade, é claro. Não estamos falando de fingimento. O comportamento de pessoas doentes ou com lesões tem bases, até certo ponto, sociais e culturais. O efeito placebo pode ser uma medida da alteração do comportamento, afetado por uma crença no tratamento. Pode ser eficaz por reduzir a ansiedade do paciente, revertendo assim uma série de respostas orgânicas que dificultam a cura espontânea.

As crenças e esperanças de uma pessoa sobre um tratamento, combinadas com sua sugestibilidade, podem ter um efeito bioquímico significativo. Sabemos que experiências sensoriais e pensamentos podem afetar o sistema nervoso. Assim, há provavelmente uma boa dose de verdade na afirmação de que a atitude esperançosa e as crenças de uma pessoa são muito importantes para o seu bem estar físico e sua recuperação de lesões ou doenças.

Isso por ser explicado por um experimento feito por Ivan Pavlov no final do século passado, que ganhou o primeiro prêmio Nobel de Medicina, em 1902. A idéia geral é que o efeito placebo surge como um reflexo condicionado involuntário por parte do organismo do paciente. É conhecido pelo famoso experimento em que um cão saliva ao ouvir um sino, já que associa o barulho à apresentação da carne. Leia mais sobre.

Já ouvi falar que pessoas vão ao médico muitas vezes por carência. Querem contar seus problemas a alguém, se sentirem importantes – sentir que alguém se preocupa com você. Como uma terapia.

Pensa-se que o toque, o cuidado, a atenção e outras comunicações interpessoais que fazem parte do processo do estudo controlado (ou das características terapêuticas), além da esperança e encorajamento dados pelo experimentador/terapeuta, afetam o humor da pessoa testada, que por sua vez dispara mudanças físicas, como a liberação de endorfinas. O processo reduz o stress por dar esperanças ou reduzir a incerteza sobre que tratamento adotar ou qual será o resultado. A redução no stress previne, ou desacelera a ocorrência de futuras mudanças físicas prejudiciais.

Mas enfim, ao ler sobre o assunto agora fiquei impressionada com a intensidade que a mente humana pode interferir no corpo. Milagres, fé, religião… Pessoas que se curam sem explicação. Acho que tem tudo a ver com isso. Eu não sou uma pessoa muito crente nesse tipo de coisa, mas depois que você vê estudos científicos sobre o assunto percebe o poder do pensamento positivo! Se você acredita muito que algo pode acontecer, essa energia pode acabar por interferir no curso das coisas!

**Uma reflexão interessante: O poder do efeito placebo levou a um dilema ético. Um médico não deve enganar as pessoas, mas deve aliviar a dor e sofrimento dos seus pacientes. Deveria alguém usar a enganação para o benefício de seus pacientes? Seria anti-ético para um médico conscientemente prescrever um placebo sem informar ao paciente? Se informar ao paciente reduz a eficácia do placebo, seria justificável algum tipo de mentira com o objetivo de beneficiá-lo?

**Na verdade, a idéia desse post veio de algo um pouco mais banal, mas que faz o mesmo sentido. Estava pensando sobre as festas raves, juntamente com as drogas que comunmente são usadas nesse espaço (doce, bala). Aparentemente elas são apenas um pedacinho de papelão, mas claro que lotadas de substâncias químicas que mexem com nosso sistema nervoso e proporcionam a sensação de euforia ou propõem alucinações, enfim.. Mas quantas não seriam as pessoas que, enganadas, ingeriram verdadeiros pedaçoes de papelão sem nada a mais e ficaram doidonas na rave?! Rs!

Paula Varejão.

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Certo e errado.

Dom 2 Setembro, 2007

Sim, se alguém da sala de teoria da opnião pública ler esse post ja saberá minha idéia sobre o assunto, porém aqui creio que consigo expor melhor o meu ponto de vista sobre a futilidade das questões de discutir o certo e o errado.

Mas saindo disso e entrando no ponto que quero colocar em questão: existe certo e errado? Quem constrói o bom e o mal? Quem constrói o mocinho e o bandido? Para mim, discutir se fulano ou ciclano agiu de forma certa ou errada é mera questão de ponto de vista. Eu achei engraçada a posição de uma menina que estuda em minha sala, que indignou-se e disse que segundo minha visão Hitler então estaria certo, levando em consideração os valores dele na época… Bem, se Hitler tivesse ganho a guerra a escrita dos valores poderiam ser diferentes e nós achariamos que ele fez o certo. Assim como hoje existem norte-americanos que acham que todos os mulçumanos são vilões e assim como existe o contrário.

Discutir quem está certo é uma futilidade sim, pois você julga com seus valores éticos e morais toda um outro padrão de vida, toda uma outra cultura, todo outro padrão ético. Quem somos nós para julgar tribos indígenas que sacrificam seus pares para fazer rituais religiosos, ou até mesmo Hitler que, em sua concepção de mundo, estava fazendo o certo em eliminar os judeus, ou quem somos nós para julgar que o sionismo está errado também.

O foco do problema, para mim está exatamente em como é escrita a história. É uma história dos vencedores, sempre. E quem vence está certo, pois consegue impor seus valores e assim ditar quem é o certo e quem é o errado. Desse modo eu vejo até com certa graça (talvez eu tenha um estranho senso de humor) como as pessoas reagem quando alguém vai contra os valores no qual elas se encaixam. É um misto de ódio com algumas pitadas de raiva.

Mas aí sempre aparece um maluquinho para dizer e jogar na minha cara:”ENTÃO PARA VOCÊ ROUBAR É CERTO?”

E eu tenho de explicar tudo de novo, dentro da minha concepção de mundo, não posso julgar isso. Pessoalmente sou averso a roubar e a muitas coisas que estão de acordo com a moral do senso-comum cristão-ocidental-centro-esquerdista. Porém, conheço pessoas que acham que matar quem vai de encontro com seus interesses correto, conheço quem ache que trair é certo e apesar de não conhecer ninguém  que ache que roubar é certo devem existir pessoas assim. E como disse anteriormente, a história é escrita por quem vence. Assim sendo, se as pessoas que acham que roubar é certo fossem a maioria muitos dos que estão lendo essas linhas e talvez, eu, também acharia isso. Escrevendo isso me lembrei que já ocorreu um fato assim na história, os piratas ingleses que eram avalisados pela coroa inglesa para saquear outras embarcações. Eles estavam errados? Para o povo da Inglaterra não.

Mas quem sou eu para discutir isso? Para mim tudo isso, inclusive esse post, não passa de mera futilidade… =p

ps: Aos que acompanham o blog desculpa pela falta de frequência, mas eu estava de férias e isso se extendeu ao blog.

ps2: To com um teclado novo e ainda não me acostumei ao esquema das teclas dele. Infelizmente creio que só daqui umas semanas estarei acostumado de verdade com ele, então até lá vocês verão muitos posts com acentos faltando por aí hauhahuahuahuahauah

Por Daniel Vieira