
Pessoas descartáveis.
Qui 18 Outubro, 2007Tá, tudo bem, estou bebado. Mas isso não pode passar em branco. Eu já estava com isso na cabeça e eu hoje comprovei minha teoria, mais uma, vou virar um filósofo e quem sabe assim poderei viver de meu ócio!
As pessoas não valem nada hoje em dia. São tão descartáveis quanto uma garrafa Pet de refrigerante vagabundo. Hoje, mais do que em outros dias, pude comprovar isso. Eu posso até afirmar que já cheguei a acreditar que pessoas podiam se mover segundo afinidades e interesses, mas sinceramente? Elas querem usar, sim como se fossemos objetos, e quando o interesse acaba, somos descartados, meio como pratos plásticos sujos depois de um aniversário. Não passamos de objetos de uso mútuo, o que é usado pra um parece novo ao outro.
Sim, quem está lendo isso não precisa interpretar meu texto. Eu vou dizer claramente. Somos OBJETOS para uso ALHEIO quando nos tratamos de relações interpessoais. Eu poderia problematizar, justificar meu devaneio, mas prefiro deixar isso em aberto.
Como diria um bom poeta que escreveu uma famosa letra dum dance antigo “Some of them want to use you”. Objetos, tão usáveis e descartáveis quanto um garfinho plástico.
Por Daniel Vieira
Ps: Bebi e não to ligando a mínima. Depois elaboro melhor isso.
Eu sinto que foi uma alfinetada…rs
E agora mesmo me veio na cabeça um: “Eu sou de ninguém… eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”…
Eu tento não ser assim, mas sou. Uma egoistima de sentimentos, e quem não é?
Estou sempre em busca de quem me faça sentir melhor… porque muitas vezes o mim mesmo não me basta…
Sabio é quem diz que sozinhos não existimos. Para que seja concreto, tem que ser visto, tocado… senão, podemos ser pura divagação, ou uma louca criação na mente de alguém.
Não há nada de mal no desejo… minha geração ainda se importa em tornar os relacionamentos não descartáveis, mas logo vejo, que pras que vêm, nada mais existe que a busca pelo prazer… objetos descartáveis, sentimentos descartáveis…
Adoro seus textos.
Não foi uma alfinetada não, até pq acho que nao te conheço, eu cheguei em casa ontem e já ia escrever esse texto, só que dae li teu comentário antes =]
O problema todo é que simplesmente deixamos de nos importar com as pessoas. Usamos e somos usados a todo minuto, seja pelo prazer, seja pela necessidade, seja lá pelo que for. Isso tem me incomodado, eu vejo e muito um bando de pessoas todas servindo de objetos uns aos outros para que daqui uns dias, uns meses, uns anos, sejam descartadas e substituídas por outras pessoas.
Meio como trocar de carro todo ano, sabe? Meio como comprar roupas novas pois as suas antigas já não te agradam muito. Não sei se isso é por conta da cultura que vivemos onde nada é realmente durável e o consumo máximo é estimulado, mas é meio como que se as pessoas tivessem se transformado única e exclusivamente em objetos de consumo. E, as vezes, percebo também que simplesmente temos de ficar nos “reciclando” se não queremos que nos descartem, temos de aprender coisas novas, piadas novas, assuntos novos, palhaçadas novas, trocar o visual, a forma de falar… ser meio aquela metamorfose ambulante do Raul Seixas.
E isso no mundo, sinceramente, me cansa. =p
Ah, e obrigado pelo elogio aos textos hauha =]
Dani-Dani!
Se você diz que TODAS as pessoas são assim, se torna assim. Acredito mesmo que somos todos EGOístas, mas não todos criaturas perversas como você pinta.
Ainda existe a esperança do ““SOME of them”. Sweet dreams are made of these (;
Ap, em algum momento eu disse que eu também não sou assim? Eu não acredito que as pessoas façam isso por perversidade mas exatamente por simples costume, ou que seja, conveniência. O mundo é cruel pq as pessoas são crueis? Não necessariamente. =p
Bjo =]