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E nunca é o suficiente.

Sex 26 Outubro, 2007

De novo, lendo o fórum da Hardmob (sim, é um fórum nerd de pc, mas no Boteco as vezes aparece algo do gênero) eu li um tópico que me chamou a atenção. Eu até postei umas coisas lá sobre o que eu achava sobre o assunto e aqui vou dissertar melhor sobre isso.

O ser humano é um ser de desejos. Isso não é discutível pois acho que todo mundo concorda que isso é um fato, somos movidos graças a nossa máquina cerebral, ao nosso Ego, que nos ordena o que fazer com nosso o corpo para satisfazê-lo. Mas o foco da discussão que tivemos lá foi:  Nunca pararemos de querer mais? Essa necessidade de conquista nunca acabará? Nunca estaremos satisfeitos com aquilo que temos?

A resposta é não. Nunca estaremos satisfeitos completamente. Todo mundo pensa assim: Ah, um dia eu terei uma casa, uma família, um carro, um bom emprego e estarei feliz. Mas até nesse desejo simples e alcançável existe algo do intangível. O homem precisa de motivações, pois quando não se tem rumo a vida perde o sentido. Sem sentido é preferível estar morto.

Claro, quando alcançamos objetivos que tinhamos ficamos extremamente felizes. E acho que isso é mais ou menos o que considero felicidade, mas já perceberam que depois de um tempo essa felicidade se desgasta e estamos em busca de outro objetivo? Uma pessoa que pode ser dita feliz é uma pessoa que alcança vários objetivos seguidamente. Um após o outro e quando deseja uma coisa nova vai atrás, consegue, é feliz e assim sucessivamente.

Mas porque diabos somos essa máquina de engolir desejos? Eu acredito que por um motivo único e simple: A nossa racionalidade. Quando nos deixamos racionalizar nossos desejos e necessidades mudaram. Um animal só se move segundo às suas necessidades (comida, água, reprodução) e nós humanos também temos essas necessidades, porém, quando racionais, criamos novas necessidades, novas formas de “alimentação”. Hoje, mais que o corpo, é necessário alimentar nossa própria racionalidade. Por isso no post anterior disse aquilo que pessoas burras são mais felizes, o alimento da racionalidade delas é mais fácil de ser alcançado.

Voltando ao título do tópico e tentando concluir isso aqui: Não se assuste. Temos essa necessidade de desejo para sobreviver no mundo. Se uma pessoa não quer mais, ela não se moveria. Se uma pessoa não vê mais pq de continuar, ela com certeza se mataria. A vida, felizmente ou infelizmente, é um eterno jogo de gato e rato, onde o gato é o desejo e o rato é o objeto desejado, porém, o dia que o gato conseguir capturar o rato e se esse gato nunca mais tiver fome e não quiser comer outros ratos… Entendem?

Por Daniel Vieira

ps: O wordpress tava lento ontem? Eu tentei entrar na página de administração pra postar isso e não consegui, hoje tava ruim tb.

ps2: Eu acho que esse assunto é legal até pra mostrar como e pq do socialismo como foi implantado não funcionar. Talvez depois faço um post sobre isso.

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Ser inteligente e infeliz, ou burro e feliz?

Seg 22 Outubro, 2007

Eu estava lendo um fórum na internet outro dia e me deparei com essa frase, muito interessante e verdadeira, sobre como a inteligência pode influenciar diretamente na felicidade. Acho que isso é tão antigo e sombrio quanto o pensamento humano. Já no Gênesis bíblico, que para mim é uma grande e interessante metáfora, existe uma referência a essa pequena e conturbada pergunta. Se não me engano, o fruto que era proíbido tinha o nome de “Fruto do Conhecimento” e quando este foi comido por Adão e Eva eles tiveram grande sofrimento. O que isso significa?

Significa, claramente, que a nossa existência quando baseada em racionalismo, realismo, ou seja lá do que desejem chamar, nos tornam pessoas amargamente infelizes. Pensar enlouquece, entristece, machuca. É como se ao criarmos teias gigantescas para sistematizar a vida e o mundo, percebemos como o ser humano é falho, como nós mesmos somos falhos e como aqueles de quem dependemos e queremos bem também são falhos. Vemos que apesar de tudo que façamos o mundo e o homem jamais serão perfeitos e tudo não passa de uma grande loucura cheia de erros e falhas grotescas.

Será que vale a pena ser inteligente e, graças a isso, sofrer? Ou valeria muito mais, desconhecer a simples malevolicidade do mundo e sorrir diante da própria ignorância? Eu a muito tempo, tenho tentado me equilibrar num caminho mediano. Eu conheço exatamente como meu pensamento funciona, até onde minha cabeça tenta e pode me levar quando eu a deixo pensar. Dizem que o trabalho enobrece os homens, os torna felizes e essa ladainha toda. Hoje, concordo em parte. O trabalho ocupa a cabeça e a forma de eu tentar fugir da minha própria inteligência é matando-a com ocupações intelectuais repetitivas e mecânicas: Trabalho. Eu entendo, numa visão muito cética e quem sabe até pessimista, que o trabalho emburrece os homens.

Lógico, não existe somente o trabalho como uma forma de matar a inteligência e fugir do demônio, que isto pode se tornar se não for domado. Existem outras formas, mais simples porém, muito mais perigosas. Formas, digamos, de emburrecer temporariamente e assim buscar abraçar por algum tempo aquela satisfação besta que chamamos felicidade. Eu uso o desvinculamento com o meu mundo, seja bebendo, seja saindo com pessoas diferentes, seja simplesmente ligando um interruptor do foda-se na cabeça e deixando todo o resto pra lá. Mas é sempre temporário, não adianta, sempre que consigo manter por algum tempo o meu demônio enjaulado ele se volta contra mim e vem revigorado, sedento por sistematizações e novamente me vejo pensando, e como alguém disse e uso essa frase repetidamente: pensar enlouquece.

E ultimamente eu tenho convivido com pessoas, digamos, que não possuem o demônio em suas cabeças, ou se possuem o ignoram completamente. E eu vejo, claramente, como essas pessoas são mais satisfeitas com a vida e, por ignorarem, são mais felizes. Pessoas que almejam muito pouco, beirando até a mesquinharia, mas mesmo assim são felizes. A burrice inerente delas gera uma falta de preocupação com coisas que seriam motivos de preocupação para alguns, a burrice delas os torna mais realizados com necessidades menores que as daqueles que são inteligentes, a burrice deles os torna até melhores, certas vezes, que aqueles que são inteligentes.

As vezes, sinceramente, nego a minha própria inteligência. Desligo a chave geral e assim tento rir da desgraça e sorrir do pouco e me satisfazer com isso. Até admiro e, de certa forma, invejo quem não se preocupa com isso e simplesmente é feliz em sua grata burrice e ignorância. Mas certamente estou seguindo pela trilha do meio, as vezes me “emburreço” para rir dessa coisa que chamamos mundo e quem sabe ser aquilo que chamamos feliz.

Por Daniel Vieira

Ps: Entendam, burrice e inteligência são conceitos muito mais amplos que simplesmente notas em faculdades e essas coisas. Nota em faculdade, muitas vezes é baseada na repetição e reprodução daquilo que se aprende. Inteligência na minha visão e de muitos outros é uma forma de raciocínio e não de reprodução. Pensar é ser inteligente. Burrice é ignorar o que está a sua volta e o que te cerca, fechar os olhos para tudo além do teu próprio umbigo. Logo, para aqueles que se sintam ofendidos, entendam primeiro os significados das coisas, para quem sabe depois, continuarem ofendidos. =]

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Pessoas descartáveis.

Qui 18 Outubro, 2007

Tá, tudo bem, estou bebado. Mas isso não pode passar em branco. Eu já estava com isso na cabeça e eu hoje comprovei minha teoria, mais uma, vou virar um filósofo e quem sabe assim poderei viver de meu ócio!

As pessoas não valem nada hoje em dia. São tão descartáveis quanto uma garrafa Pet de refrigerante vagabundo. Hoje, mais do que em outros dias, pude comprovar isso. Eu posso até afirmar que já cheguei a acreditar que pessoas podiam se mover segundo afinidades e interesses, mas sinceramente? Elas querem usar, sim como se fossemos objetos, e quando o interesse acaba, somos descartados, meio como pratos plásticos sujos depois de um aniversário. Não passamos de objetos de uso mútuo, o que é usado pra um parece novo ao outro.

Sim, quem está lendo isso não precisa interpretar meu texto. Eu vou dizer claramente. Somos OBJETOS para uso ALHEIO quando nos tratamos de relações interpessoais. Eu poderia problematizar, justificar meu devaneio, mas prefiro deixar isso em aberto.

Como diria um bom poeta que escreveu uma famosa letra dum dance antigo “Some of them want to use you”. Objetos, tão usáveis e descartáveis quanto um garfinho plástico.

 Por Daniel Vieira

Ps: Bebi e não to ligando a mínima. Depois elaboro melhor isso.

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Sanidade barata.

Qua 10 Outubro, 2007

Mantive-me são. Dentro daquela normalidade do mundo, um dia, um mês, um ano. Enlouqueci tantas vezes, brinquei com minha cabeça, coloquei-a a prêmio que o desafio da sobriedade e da normalidade pareciam ser extramente interessantes. Como se de tão louco estar a loucura se tornar algo normal e o normal se tornar em algo fabulosamente estranho.

Então mantive-me são, mas simplesmente a sanidade já não está para mim como o Sol está para o dia. Nublou-me o tempo e a tempestuosa loucura brinda comigo durante todo o dia e quando durmo torço para que o Sol brilhe por debaixo das nuvens e eu volte ao que já fui… Mas jamais voltarei. Tantas foram as vezes e com tanta força desejei a loucura que ela se instalou como um câncer em meu corpo, foi dominando meu cérebro e, enfim, quando quis deixá-la de lado já era tarde demais.

Para que manter-me são se a sobriedade do mundo tenta me destruir? Se não há paz na sobriedade, se não há nela nenhuma felicidade, se a realidade só nos consome? Porque só assim sabemos que estamos realmente vivos. A loucura certas vezes parece a morte, ou até quem sabe o sonho. Com suas asas sob sua cabeça não necessitamos dos outros e os outros não se importam. É engraçado, louco, você consegue se manter só, não como um eremita dentro de sua gruta profunda mas sim como um fantasma no meio da multidão, não se importando se aqueles que te cercam valem algo para você.

Mas a loucura é egoísta. Vem e te toma como uma amante, te prende e fascina e quando você tenta livrar-se dela, simplesmente,  esqueceu como era o ser são. Enlaçado em suas teias você se debate, sabe que está preso, mas quanto mais tenta fugir dessa agonia mais firmemente preso está a ela, mais fios ela joga em sua mente, menos você consegue sobreviver. A insanidade é como um caminho que a cada passo dado dentro dela um abismo se abre no passo anterior e, caso tente voltar, cairá para sempre dentro de uma nova loucura.

Então, mantive-me louco. Amando minha própria loucura, desejando-a todo dia. Desisti de voltar e nesse caminho sem volta seguirei, então, com alegria.

Por Daniel Vieira

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O Mundo, o Caos e Eu.

Sáb 6 Outubro, 2007

Talvez eu possa exagerar um pouco nesse texto, mas como sempre fui dado aos excessos e aos exageros relevem algumas idéias mirabolantes. Eu vejo duas formas de mundo, um mundo exterior, o das coisas existentes e um Mundo interior, do campo das idéias. Para diferenciá-los eu vou usar a letra maiúscula quando for falar do Mundo interior.

Pois bem, eu não me lembro exatamente onde eu li sobre isso e nem o porquê de eu ler isso mas existem teorias engraçadas da interação do Mundo com o mundo. Alguns exotéricos, estudiosos, superticiosos, sei lá como denominá-los dizem simplesmente que as vontades interiores ajudam a moldar a realidade exterior, não somente aquela do campo da tua própria ação mas sim como se o universo realmente pudesse se moldar completamente de acordo com as vontades de todos. Tudo bem, pode parece insanidade isso (ah, mas você tá num blog sobre loucura e queria o que?) mas eu tenho percebido o mundo se moldando às minhas vontades mais sinceras como se eu fosse simplesmente o Deus e Diabo de minha própria existência. Tá mas aí vocês vão se perguntar: “Ok e como o ‘Senhor’ explica as coisas ruins que te acontecem? Você deseja o seu próprio mau?”

Por isso do Caos no título, não desejamos nosso mau, mas temos um pequeno problema, nosso humor varia e nessa variação de humor, muitas vezes, o mundo se molda ao estado do teu Mundo. Então se seguirmos a linha de raciocínio a resposta é sim, desejamos nossa própria falha, mesmo inconscientemente. Nosso Mundo é tão imprevisível quanto o próprio mundo. Nos gerimos dentro do Caos e nisso transformamos o mundo para satisfazer o nosso Mundo.

Essa idéia me faz lembrar o filme Vanilla Sky(que por acaso é muito bom) e me faz pensar naquela verso idiota daquela musiquinha do criança esperança “Depende de nós”. Pensando dessa forma percebemos que na verdade quem é o detentor do destino é o nosso próprio ego e suas maluquisses. Tudo bem, essa idéia pode parecer absurda pq teriamos de gerir um choque de Egos, não só de um ou dois Egos mas de bilhões deles e assim se o mundo fosse se moldar a cada vontade absurda das pessoas o mundo seria muito estranho e impraticável e só nos restariam duas possibilidades: Os outros não existem e são somente criação do teu próprio Ego para satisfazer a necessidade de comunicação e a sensação de existência ou, o que acho mais plausível, os choques das vontades fazem o mundo ser como é e nesse choque as vontades mais fortes vencem e por isso uns tem “sorte” e outras vezes “azar” já que nem sempre é possível ganhar sempre.

Onde eu queria chegar nessa lenga-lenga descrita até aqui? Que para conseguirmos o que queremos não basta somente a ação, mas demandamos também do nosso desejo de conseguir. As vezes que estamos mais seguros de nós mesmos, mais fortemente interessados são, sem dúvida, as vezes que temos aquela maior sorte do mundo e nosso esforço precisa ser o mínimo, parece que aquilo era o que estava pré-destinado, como se aquilo ali fosse algo simplesmente natural e não pudesse ser diferente. Pode até ser viagem da minha cabeça, mas é como eu tenho visto o meu Mundo interfirindo nos acontecimentos gerais do mundo em que estou.

Por Daniel Vieira

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O Poder do Pensamento Positivo.

Ter 11 Setembro, 2007

Você já ouviu falar no efeito Placebo?

Então, muito interessante. Quer dizer um tratamento “falso”, baseado no psicológico das pessoas, que inesperadamente dá certo, devido a um efeito real causado pela crença ou por uma ilusão subjetiva. Pessoas que tomam apenas pílulas de água e açúcar e sentem uma melhora, imaginando ter tomado o remédio feito especialmente para a sua doença. Mais ou menos assim: Se eu acreditar que a pílula ajuda, ela vai ajudar. É um dos fenômenos mais comuns observados na medicina, mas também um dos mais misteriosos.

“Doentes com dor intensa, provocada por uma doença chamada aracnoidite, que recebiam injeções endovenosas de novocaína (um anestésico), tinham alívio da dor e dormiam. Nesses mesmos doentes, depois de algum tempo, com a troca da injeção de novocaína por soro fisiológico (uma solução fraquinha de sal), continuavam a ocorrer alívio da dor e sono.”

“Médicos em um estudo eliminaram verrugas com sucesso, pintando-as com uma tinta colorida e inerte, e prometendo aos pacientes que as verrugas desapareceriam quando a cor se desgastasse. Em um estudo de asmáticos, pesquisadores descobriram que podiam produzir a dilatação das vias aéreas simplesmente dizendo às pessoas que elas estavam inalando um broncodilatador, mesmo quando não estavam.”

“A um homem com cancro, em estado avançado, deram-lhe uma injeção única de um medicamento experimental, Krebiozen, na época tido como “milagroso”. Os resultados deixaram o médico assistente estupefato: os tumores haviam-se “derretido como bolas de neve”. Mais tarde, o doente viria a ler uns estudos que davam o medicamento como ineficaz; o cancro recomeçou a alastrar. Nessa altura, o médico, agindo por palpite, ministrou-lhe um placebo – água simples – por via intravenosa, dizendo que era uma nova fórmula do Krebiozen. O cancro voltou a atrofiar, de modo espantoso. Até que o paciente voltou a ler nos jornais o veredicto oficial da Associação Médica Americana: o Krebiozen era um medicamento inoperante. O paciente perdeu a fé por completo e morreu poucos dias depois.”

O efeito placebo é poderoso. Estudos demonstraram que os placebos são eficazes em 50 a 60 por cento dos pacientes com determinadas condições, por exemplo, dores, depressão, algumas indisposições cardíacas, úlceras gástricas e outras queixas estomacais.

O porquê de uma substância inerte, uma assim chamada “pílula de açúcar,” ou falsa cirurgia ou terapia fazerem efeito, não está completamente esclarecido. Esse também é o caso do tratamento homeopático, muito polemizado já que nunca conseguiu se provar sua real validade. Além disso, porque pílulas ou procedimentos usados pela medicina tradicional funcionam, até que seja demonstrado que não possuem valor?

Em resumo, há certa quantidade de representação de papéis pelas pessoas doentes ou feridas. Representação de papéis não é o mesmo que falsidade, é claro. Não estamos falando de fingimento. O comportamento de pessoas doentes ou com lesões tem bases, até certo ponto, sociais e culturais. O efeito placebo pode ser uma medida da alteração do comportamento, afetado por uma crença no tratamento. Pode ser eficaz por reduzir a ansiedade do paciente, revertendo assim uma série de respostas orgânicas que dificultam a cura espontânea.

As crenças e esperanças de uma pessoa sobre um tratamento, combinadas com sua sugestibilidade, podem ter um efeito bioquímico significativo. Sabemos que experiências sensoriais e pensamentos podem afetar o sistema nervoso. Assim, há provavelmente uma boa dose de verdade na afirmação de que a atitude esperançosa e as crenças de uma pessoa são muito importantes para o seu bem estar físico e sua recuperação de lesões ou doenças.

Isso por ser explicado por um experimento feito por Ivan Pavlov no final do século passado, que ganhou o primeiro prêmio Nobel de Medicina, em 1902. A idéia geral é que o efeito placebo surge como um reflexo condicionado involuntário por parte do organismo do paciente. É conhecido pelo famoso experimento em que um cão saliva ao ouvir um sino, já que associa o barulho à apresentação da carne. Leia mais sobre.

Já ouvi falar que pessoas vão ao médico muitas vezes por carência. Querem contar seus problemas a alguém, se sentirem importantes – sentir que alguém se preocupa com você. Como uma terapia.

Pensa-se que o toque, o cuidado, a atenção e outras comunicações interpessoais que fazem parte do processo do estudo controlado (ou das características terapêuticas), além da esperança e encorajamento dados pelo experimentador/terapeuta, afetam o humor da pessoa testada, que por sua vez dispara mudanças físicas, como a liberação de endorfinas. O processo reduz o stress por dar esperanças ou reduzir a incerteza sobre que tratamento adotar ou qual será o resultado. A redução no stress previne, ou desacelera a ocorrência de futuras mudanças físicas prejudiciais.

Mas enfim, ao ler sobre o assunto agora fiquei impressionada com a intensidade que a mente humana pode interferir no corpo. Milagres, fé, religião… Pessoas que se curam sem explicação. Acho que tem tudo a ver com isso. Eu não sou uma pessoa muito crente nesse tipo de coisa, mas depois que você vê estudos científicos sobre o assunto percebe o poder do pensamento positivo! Se você acredita muito que algo pode acontecer, essa energia pode acabar por interferir no curso das coisas!

**Uma reflexão interessante: O poder do efeito placebo levou a um dilema ético. Um médico não deve enganar as pessoas, mas deve aliviar a dor e sofrimento dos seus pacientes. Deveria alguém usar a enganação para o benefício de seus pacientes? Seria anti-ético para um médico conscientemente prescrever um placebo sem informar ao paciente? Se informar ao paciente reduz a eficácia do placebo, seria justificável algum tipo de mentira com o objetivo de beneficiá-lo?

**Na verdade, a idéia desse post veio de algo um pouco mais banal, mas que faz o mesmo sentido. Estava pensando sobre as festas raves, juntamente com as drogas que comunmente são usadas nesse espaço (doce, bala). Aparentemente elas são apenas um pedacinho de papelão, mas claro que lotadas de substâncias químicas que mexem com nosso sistema nervoso e proporcionam a sensação de euforia ou propõem alucinações, enfim.. Mas quantas não seriam as pessoas que, enganadas, ingeriram verdadeiros pedaçoes de papelão sem nada a mais e ficaram doidonas na rave?! Rs!

Paula Varejão.

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Certo e errado.

Dom 2 Setembro, 2007

Sim, se alguém da sala de teoria da opnião pública ler esse post ja saberá minha idéia sobre o assunto, porém aqui creio que consigo expor melhor o meu ponto de vista sobre a futilidade das questões de discutir o certo e o errado.

Mas saindo disso e entrando no ponto que quero colocar em questão: existe certo e errado? Quem constrói o bom e o mal? Quem constrói o mocinho e o bandido? Para mim, discutir se fulano ou ciclano agiu de forma certa ou errada é mera questão de ponto de vista. Eu achei engraçada a posição de uma menina que estuda em minha sala, que indignou-se e disse que segundo minha visão Hitler então estaria certo, levando em consideração os valores dele na época… Bem, se Hitler tivesse ganho a guerra a escrita dos valores poderiam ser diferentes e nós achariamos que ele fez o certo. Assim como hoje existem norte-americanos que acham que todos os mulçumanos são vilões e assim como existe o contrário.

Discutir quem está certo é uma futilidade sim, pois você julga com seus valores éticos e morais toda um outro padrão de vida, toda uma outra cultura, todo outro padrão ético. Quem somos nós para julgar tribos indígenas que sacrificam seus pares para fazer rituais religiosos, ou até mesmo Hitler que, em sua concepção de mundo, estava fazendo o certo em eliminar os judeus, ou quem somos nós para julgar que o sionismo está errado também.

O foco do problema, para mim está exatamente em como é escrita a história. É uma história dos vencedores, sempre. E quem vence está certo, pois consegue impor seus valores e assim ditar quem é o certo e quem é o errado. Desse modo eu vejo até com certa graça (talvez eu tenha um estranho senso de humor) como as pessoas reagem quando alguém vai contra os valores no qual elas se encaixam. É um misto de ódio com algumas pitadas de raiva.

Mas aí sempre aparece um maluquinho para dizer e jogar na minha cara:”ENTÃO PARA VOCÊ ROUBAR É CERTO?”

E eu tenho de explicar tudo de novo, dentro da minha concepção de mundo, não posso julgar isso. Pessoalmente sou averso a roubar e a muitas coisas que estão de acordo com a moral do senso-comum cristão-ocidental-centro-esquerdista. Porém, conheço pessoas que acham que matar quem vai de encontro com seus interesses correto, conheço quem ache que trair é certo e apesar de não conhecer ninguém  que ache que roubar é certo devem existir pessoas assim. E como disse anteriormente, a história é escrita por quem vence. Assim sendo, se as pessoas que acham que roubar é certo fossem a maioria muitos dos que estão lendo essas linhas e talvez, eu, também acharia isso. Escrevendo isso me lembrei que já ocorreu um fato assim na história, os piratas ingleses que eram avalisados pela coroa inglesa para saquear outras embarcações. Eles estavam errados? Para o povo da Inglaterra não.

Mas quem sou eu para discutir isso? Para mim tudo isso, inclusive esse post, não passa de mera futilidade… =p

ps: Aos que acompanham o blog desculpa pela falta de frequência, mas eu estava de férias e isso se extendeu ao blog.

ps2: To com um teclado novo e ainda não me acostumei ao esquema das teclas dele. Infelizmente creio que só daqui umas semanas estarei acostumado de verdade com ele, então até lá vocês verão muitos posts com acentos faltando por aí hauhahuahuahuahauah

Por Daniel Vieira

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Ganhando dinheiro com a desgraça alheia.

Dom 22 Julho, 2007

Eu sei que isso é muito fácil de perceber. Mas é incrível como a mídia usa as tragédias como forma de ganhar dinheiro (audiência). Esses dias após a tragédia com o Airbus em Congonhas eu estava reparando nos conteúdos das notícias que saiam nos grandes meios, desde os jornais locais até os nacionais, e o que saiu de matéria sem conteúdo apenas dizendo mais do mesmo não é brincadeira. Pior, começam a achar defeito em todas as pistas de aeroportos do país, como se viajar de avião hoje fosse mais arriscado que antes. Parecem que os jornalistas tão se esquecendo de informar para que depois se forme opinião para, em detrimento disso, plantar informações descabidas com a idéia de ganhar mais audiência.

A tragédia tem de ser noticiada, claro, ela possui um ótimo apelo para ser veiculada, é de interesse público. Mas brincar com inconsciente coletivo não é, nunca foi, e nunca será função de jornalista. Se fosse para levar o povo a se revoltar, reclamar, pedir pro governo mais infra-estrutura eu até aceitaria (mesmo discordando, mas as vezes os fins justificam os meios) porém o quevemos não é isso. É quase como terrorismo, estão chegando ao cúmulo do absurdo.

“O maior desastre da aviação brasileira”. Eu não aguento mais ouvir essa porcaria de frase e suas devidas variações. Sim, foi um desastre. Sim, existem culpados. Sim, pode acontecer de novo ( oh eu implantando o medo!). Mas a gente vê um avião batendo num prédio toda hora? Quantos acidentes aéreos vemos ao redor do mundo? Só pq no Brasil teve a infeliz conjunção de fatores de que dois pilotos num Legacy batem num avião e pouco tempo depois outro não consegue parar e bate temos o caos e o perigo na aviação? É exatamente isso que eu acho terrível: OS DOIS ACIDENTES NÃO TEM LIGAÇÃO NENHUMA. Mas o que a redes de notícia fazem? Olha, o Brasil tá uma merda para voar, se num vier um jatinho e te pegar lá em cima na hora que vc pousar vai ficar sem freio e vai bater no muro!

Parece até comédia, mas a desgraça dá muito mais dinheiro que qualquer coisa. Somos sádicos lembra?

Por Daniel Vieira

ps: Não to defendendo o governo. Mas tá ridículo, se a aeromoça tiver problemas de flatulência no avião é culpa do Lula. As vezes eu fico pensando será que essa campanha toda contra o Lula não é uma tentativa de num futuro destituir o capeta lá no inferno e botar o barbudo  com uns chifres lá? As notícias que sairam parece até que o Lula foi lá em Congonhas dar uma azeitadinha na pista pra ver o avião batendo.

ps2: Eu tenho de parar com ps’s, toda vez agora encho de ps meus posts… ehuehue

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Fazendo média.

Sex 13 Julho, 2007

Não, não sou do tipo de cara que gosta de fazer média. Nem to fazendo esse post pra fazer média com ninguém, talvez seja exatamente o contrário. Talvez por eu ter ligado a muito tempo o botão do “foda-se” eu perceba mais fácil o quanto as pessoas ficam fazendo média uma com as outras. Num desses meus posts anteriores eu falei de interesse, e esse “fazer média” é a forma mais comum de cobrir e alcançar seus interesses e acredito que a forma mais sem sinceridade de todas.

Sabe aqueles elogios sem sinceridade, aquelas formas de dizer as coisas sempre tentando “não ofender” ou “para não mudar as coisas”. Fazer média, para mim, é pura falsidade. Uma vez enquanto eu conversava com minha ex-namorada exatamente sobre isso ela veio me falar que somente fazendo média se pode crescer em empresas. Eu discordei na época, discordo até hoje e continuo achando que se algum dia eu precisar crescer que seja por puro mérito e não por ser um grande “fazedor de média”.

Eu não tenho saco pra ficar perto de quem eu não to com a mínima vontade de conversar só por conta de algum interesse. Nem deixo de lado minhas convicções para “não ficar mal” com ninguém. Mas 99% das pessoas fazem isso e elas conseguem ganhar algo em cima disso? Conseguem, mas será que são coisas bem construídas e que terão durabilidade? Não creio.

Quem faz muita média não tem mérito nenhum que o sustente, não tendo mérito, no primeiro problema, na primeira oportunidade, o fazedor de média é quem roda. Essa lógica serve profissionalmente, serve politicamente, serve em relacionamentos. Pq fazer média uma ou duas vezes quase nunca é percebido, mas quem vive de fazer média sempre uma hora deixa a máscara cair e assim que o fazer média é percebido a pessoa que está sendo “vítima” desse fazedor de média buscará excluí-la.

Eu pelo menos faço isso, algumas pessoas que pensam igual a mim também fazem. Para mim, “fazer média” está mais para “fazer merda”. Como disse uma vez para mim o Mafra, “o preço da sinceridade é o risco da ofensa”, prefiro ser sinceramente ofensivo que amistosamente falso.

Por Daniel Vieira

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Perfect Drug

Qui 12 Julho, 2007

Acordei cedo hoje, não sei exatamente pq. Eu tava lembrando duma letra do Nine Inch Nails e resolvi postar pq acabei de perceber qual a droga a que ele se refere na letra (eu pensava que era a que existe na composição do absinto, mas engano meu).


Foi estranho perceber isso. Eu, mesmo nunca tendo usado, já senti como os efeitos da cocaína agem na pessoa. Amigos meus já usaram, alguns ainda usam, conheço gente que já deixou coisas como capacete(e o dele não era dos mais baratos) na boca pq acabou o dinheiro e ele “precisava” cheirar mais. Eu não tenho condições de descrever com clareza os efeitos bons da cocaína, apesar de ter uma breve noção, euforia, inquietação, sensação de poder, enfim, fica tudo em uma estranha velocidade, você simplesmente deixa de ser mais um na massa e se torna o um na massa, se é que me entendem.

Mas eu percebi que essa letra do NIN se tratava de cocaína (ou pode ser outro engano meu) por conta de dois versos na letra. “Quanto mais dou a você, mais eu morro… E eu te quero”. O engraçado que anos atrás, quando eu ouvia mais NIN, cheguei até a crer que podia se tratar de uma relação absurda de amor. Mas é mais ou menos isso que a cocaína parece fazer, te apaixona. E não é uma paixão normal, mas sim algo um tanto escravizante. Os efeitos da cocaína parecem brincar com seus desejos, ela não chega a te entregar tudo, mas te mostra boa parte do que você pode vir a ser com ela e quando você acha que está alcançando o seu objetivo… acabou. E você quer mais, mais, mais… E vai seguindo até acabar seu dinheiro, ou até seu corpo cair em exaustão.

Lógico, nem todo mundo enxerga a droga pelos lados que eu escolhi enxergar. Mas não acredito que uma pessoa se drogue por se drogar pq simplesmente não tem sentido. Pode parecer filosófico demais, mas as pessoas se drogam para repetir a sensação que fez bem(e quando experimentam é para ter uma nova sensação). Outro problema da cocaína é que, pelo que já ouvi, a melhor sensação acontece só uma vez, a primeira. Tudo que se segue depois serão tentativas frustradas de “chegar lá”, isso acontece com outras drogas como o ecstasy, mas com a cocaína é um tanto mais cruel já que ela não te dá uma explosão de prazer e sim um tanto e você crê, iludidamente, que ao cheirar mais um pouco chegará nessa explosão, mas os efeitos são sempre bem menores.

Outra coisa estranha que me ocorreu agora é que em 2003 eu li um livro chamado “Romance com cocaína” de M. Aguiév, e ele narra mais ou menos o que é a cocaína. Tudo bem que a degradação que o autor/personagem passa é catastrófica mas a parte do que relatei acima é exatamente parecida e acho que foi até por essa lembrança que consegui ligar a música a droga.

Por Daniel Vieira

Ps: Repito, pode ter muita coisa errada ai. Nunca passei por essa experiência (só com i-doser ehuehueheue) e não arrisco por conta de eu me viciar muito fácil em tudo que eu faço, pra mim já basta ser fumante e tomar coca-cola o dia inteiro.

Ps2: Odeio dormir 2 horas numa noite e acordar parecendo que dormi 20 horas seguidas e com a cabeça a 200km/h. Ainda mais quando to de férias! HUEheue