Posts com Tag ‘drogas’

h1

Leis Anti-tudo

Sex 14 Agosto, 2009

Tava pensando aqui sobre a Lei Anti-Tabagismo que foi aprovada em São Paulo.  Ok, quem não fuma aprova e aplaude, afinal, cheiro de cigarro, fumo passivo e outras coisas não são agradáveis pra quem não fuma. O que ninguém para pra pensar é que cada lei dessa retira as liberdades individuais,  não pode fumar, daqui a pouco não pode beber, e não pode isso, não pode aquilo, nem aquilo outro, não pode, não pode, não pode…

Já pararam pra pensar no quão restritiva a sociedade está se tornando? Não que restrições não sejam importantes prum convívio saudável entre as pessoas. Mas vai chegar um momento que certas coisas serão como naqueles filmes futuristas onde não se pode ler certas coisas, ver certas coisas (oh, já estamos nisso ae), falar de certas coisas (opa, já estamos nesta tb) e fazer o que bem entendemos com nosso corpo com a desculpa que faz “mal a saúde”.

Ora, se a sociedade estará cada vez mais restritiva estamos numa sociedade livre? Você pode fazer qualquer coisa, desde que seja dentro da lei. Ou seja, a tal liberdade não existe. Não pode fumar em boate? Ok! E se eu criar uma boate que só entra quem fuma? Provavelmente não pode, afinal, não se pode mais fumar em lugares fechados. 

Seria mais simples cobrar uma área separada por vidraça, muro, parede o que fosse pra separar as áreas do que simplesmente proibir. Fuma quem quer, frequenta  a área de fumantes quem quer. 

Outro dia teve a polêmica com a piadinha do Danilo Gentilli no twitter, se enquadra no mesmo assunto. Somos uma sociedade onde cada vez mais podemos fazer menos. Temos de seguir a cartilha senão, já era.  Claro que aqui no Brasil ainda falta fiscalização, mas a lei está aí, imagine se a fiscalização funcionasse?

Daqui a pouco viveremos como prisioneiros das nossas próprias regras. Onde não fazemos pq queremos, mas pq a lei manda e se não fizer do jeito que está na nossa cartilha de conduta seremos execrados, presos, multados e tudo mais.

Por Daniel Vieira

h1

Perfect Drug

Qui 12 Julho, 2007

Acordei cedo hoje, não sei exatamente pq. Eu tava lembrando duma letra do Nine Inch Nails e resolvi postar pq acabei de perceber qual a droga a que ele se refere na letra (eu pensava que era a que existe na composição do absinto, mas engano meu).


Foi estranho perceber isso. Eu, mesmo nunca tendo usado, já senti como os efeitos da cocaína agem na pessoa. Amigos meus já usaram, alguns ainda usam, conheço gente que já deixou coisas como capacete(e o dele não era dos mais baratos) na boca pq acabou o dinheiro e ele “precisava” cheirar mais. Eu não tenho condições de descrever com clareza os efeitos bons da cocaína, apesar de ter uma breve noção, euforia, inquietação, sensação de poder, enfim, fica tudo em uma estranha velocidade, você simplesmente deixa de ser mais um na massa e se torna o um na massa, se é que me entendem.

Mas eu percebi que essa letra do NIN se tratava de cocaína (ou pode ser outro engano meu) por conta de dois versos na letra. “Quanto mais dou a você, mais eu morro… E eu te quero”. O engraçado que anos atrás, quando eu ouvia mais NIN, cheguei até a crer que podia se tratar de uma relação absurda de amor. Mas é mais ou menos isso que a cocaína parece fazer, te apaixona. E não é uma paixão normal, mas sim algo um tanto escravizante. Os efeitos da cocaína parecem brincar com seus desejos, ela não chega a te entregar tudo, mas te mostra boa parte do que você pode vir a ser com ela e quando você acha que está alcançando o seu objetivo… acabou. E você quer mais, mais, mais… E vai seguindo até acabar seu dinheiro, ou até seu corpo cair em exaustão.

Lógico, nem todo mundo enxerga a droga pelos lados que eu escolhi enxergar. Mas não acredito que uma pessoa se drogue por se drogar pq simplesmente não tem sentido. Pode parecer filosófico demais, mas as pessoas se drogam para repetir a sensação que fez bem(e quando experimentam é para ter uma nova sensação). Outro problema da cocaína é que, pelo que já ouvi, a melhor sensação acontece só uma vez, a primeira. Tudo que se segue depois serão tentativas frustradas de “chegar lá”, isso acontece com outras drogas como o ecstasy, mas com a cocaína é um tanto mais cruel já que ela não te dá uma explosão de prazer e sim um tanto e você crê, iludidamente, que ao cheirar mais um pouco chegará nessa explosão, mas os efeitos são sempre bem menores.

Outra coisa estranha que me ocorreu agora é que em 2003 eu li um livro chamado “Romance com cocaína” de M. Aguiév, e ele narra mais ou menos o que é a cocaína. Tudo bem que a degradação que o autor/personagem passa é catastrófica mas a parte do que relatei acima é exatamente parecida e acho que foi até por essa lembrança que consegui ligar a música a droga.

Por Daniel Vieira

Ps: Repito, pode ter muita coisa errada ai. Nunca passei por essa experiência (só com i-doser ehuehueheue) e não arrisco por conta de eu me viciar muito fácil em tudo que eu faço, pra mim já basta ser fumante e tomar coca-cola o dia inteiro.

Ps2: Odeio dormir 2 horas numa noite e acordar parecendo que dormi 20 horas seguidas e com a cabeça a 200km/h. Ainda mais quando to de férias! HUEheue