Hoje, conversando com minha namorada, para variar, fiz uma renca de perguntas (a maioria delas complemente desnecessárias). Mas acabo do mesmo jeito perguntando, sem conseguir controlar o meu excesso de curiosidade. Não sei se é comigo, mas quando quero saber algo, mesmo quando são coisas que não se perguntam fico fazendo milhões de voltas para tentar saber o que eu quero saber. Se não o faço, acabo simplesmente perdendo meus minutos pensando somente nisso.
E como diria aquela comunidade do orkut: ”minha imaginação é foda”. Se não sei, minha cabeça cria coisas para amenizar minha curiosidade. Cria fatos, cria roteiros, cria. Do nada, mesmo que não exista nenhum fundamento no que foi criado.
Enfim, curiosidade é como um demônio, que fica cutucando nossa orelha e até ser morto não para de falar “o que é aconteceu?”. Só que as vezes isso pode ser um tanto quanto… inconveniente. Queria um jeito de saber instantaneamente tudo que passasse por minha cabeça.
Eu poderia começar esse post rindo, com um hahaha de cinquenta (esse teclado nao tem trema, maldição) linhas. Se o mundo fosse lógico, racional ou, se nenhum desses dois fosse mas se pudessemors classificar como, no mínimo, ”entendível” eu aceitaria.
Lembro de ter escrito que parecia existir alguém, mais sádico e “maldoso” que eu, controlando e manipulando os fatos e acontecimentos para seu divertimento. Como quando alguém joga The Sims e coloca uma criatura virtual dentro de uma piscina onde ele jamais pode sair até que este morra. Sim, se quem está lendo isso acredita em Deus, Diabo, Capeta, Buda, Exu Caveira, creia, mas saiba, o teu salvador é no mínimo um GRANDE SACANA (Isso pra não usar de palavras pouco convenientes nesse blog onde sempre tentei manter algum nível). É engraçado, eu até tiro sarro de coisas que não se deve tirar sarro mas não é irônico que uma pessoa que desista de incendiar uma casa em troca de dinheiro morra de uma forma cruel, tostado como um churrasco muito bem passado(ah, o sarro fica no fato desse mesmo sujeito vender churrasco), exatamente por ter DESISTIDO de tocar fogo nos outros? Por isso estou rindo. Dou gargalhadas infinitas como um louco!
Mas não só pro churrasco de churrasqueiro, mas pelo pior acontecer com as pessoas que tentam se redimir, ou até com pessoas que não tem culpa alguma. Se existe algum plano “divino” pras pessoas boas esse plano sempre foi completamente oposto! E eu dou risada. Por simplesmente ter percebido que nunca adiantou lutar contra, é só seguir a corrente! Sejamos todos grandessíssimos sacanas. Estraguemos a felicidade alheia, preguemos o ódio, plantemos a traição, sejamos egoístas! Sabe, essa tal de solidariedade, amizade e outras balelas pregadas pela tal moral conceituada dentro da nossa sociedade? Quem cumpre isso só perde!
Sim, agora sou do Partido dos Grandes Filhos Duma Puta do Mundo. E por mim, que sua vida seja bem ruim, pior do que eu consiga imaginar! E acredite consigo imaginar atrocidades que até Hitler/Stalin/Costa e Silva sentiriam calafrios (talvez de prazer).
Tá, tudo bem, estou bebado. Mas isso não pode passar em branco. Eu já estava com isso na cabeça e eu hoje comprovei minha teoria, mais uma, vou virar um filósofo e quem sabe assim poderei viver de meu ócio!
As pessoas não valem nada hoje em dia. São tão descartáveis quanto uma garrafa Pet de refrigerante vagabundo. Hoje, mais do que em outros dias, pude comprovar isso. Eu posso até afirmar que já cheguei a acreditar que pessoas podiam se mover segundo afinidades e interesses, mas sinceramente? Elas querem usar, sim como se fossemos objetos, e quando o interesse acaba, somos descartados, meio como pratos plásticos sujos depois de um aniversário. Não passamos de objetos de uso mútuo, o que é usado pra um parece novo ao outro.
Sim, quem está lendo isso não precisa interpretar meu texto. Eu vou dizer claramente. Somos OBJETOS para uso ALHEIO quando nos tratamos de relações interpessoais. Eu poderia problematizar, justificar meu devaneio, mas prefiro deixar isso em aberto.
Como diria um bom poeta que escreveu uma famosa letra dum dance antigo “Some of them want to use you”. Objetos, tão usáveis e descartáveis quanto um garfinho plástico.
Por Daniel Vieira
Ps: Bebi e não to ligando a mínima. Depois elaboro melhor isso.
Acordei cedo hoje, não sei exatamente pq. Eu tava lembrando duma letra do Nine Inch Nails e resolvi postar pq acabei de perceber qual a droga a que ele se refere na letra (eu pensava que era a que existe na composição do absinto, mas engano meu).
Foi estranho perceber isso. Eu, mesmo nunca tendo usado, já senti como os efeitos da cocaína agem na pessoa. Amigos meus já usaram, alguns ainda usam, conheço gente que já deixou coisas como capacete(e o dele não era dos mais baratos) na boca pq acabou o dinheiro e ele “precisava” cheirar mais. Eu não tenho condições de descrever com clareza os efeitos bons da cocaína, apesar de ter uma breve noção, euforia, inquietação, sensação de poder, enfim, fica tudo em uma estranha velocidade, você simplesmente deixa de ser mais um na massa e se torna o um na massa, se é que me entendem.
Mas eu percebi que essa letra do NIN se tratava de cocaína (ou pode ser outro engano meu) por conta de dois versos na letra. “Quanto mais dou a você, mais eu morro… E eu te quero”. O engraçado que anos atrás, quando eu ouvia mais NIN, cheguei até a crer que podia se tratar de uma relação absurda de amor. Mas é mais ou menos isso que a cocaína parece fazer, te apaixona. E não é uma paixão normal, mas sim algo um tanto escravizante. Os efeitos da cocaína parecem brincar com seus desejos, ela não chega a te entregar tudo, mas te mostra boa parte do que você pode vir a ser com ela e quando você acha que está alcançando o seu objetivo… acabou. E você quer mais, mais, mais… E vai seguindo até acabar seu dinheiro, ou até seu corpo cair em exaustão.
Lógico, nem todo mundo enxerga a droga pelos lados que eu escolhi enxergar. Mas não acredito que uma pessoa se drogue por se drogar pq simplesmente não tem sentido. Pode parecer filosófico demais, mas as pessoas se drogam para repetir a sensação que fez bem(e quando experimentam é para ter uma nova sensação). Outro problema da cocaína é que, pelo que já ouvi, a melhor sensação acontece só uma vez, a primeira. Tudo que se segue depois serão tentativas frustradas de “chegar lá”, isso acontece com outras drogas como o ecstasy, mas com a cocaína é um tanto mais cruel já que ela não te dá uma explosão de prazer e sim um tanto e você crê, iludidamente, que ao cheirar mais um pouco chegará nessa explosão, mas os efeitos são sempre bem menores.
Outra coisa estranha que me ocorreu agora é que em 2003 eu li um livro chamado “Romance com cocaína” de M. Aguiév, e ele narra mais ou menos o que é a cocaína. Tudo bem que a degradação que o autor/personagem passa é catastrófica mas a parte do que relatei acima é exatamente parecida e acho que foi até por essa lembrança que consegui ligar a música a droga.
Por Daniel Vieira
Ps: Repito, pode ter muita coisa errada ai. Nunca passei por essa experiência (só com i-doser ehuehueheue) e não arrisco por conta de eu me viciar muito fácil em tudo que eu faço, pra mim já basta ser fumante e tomar coca-cola o dia inteiro.
Ps2: Odeio dormir 2 horas numa noite e acordar parecendo que dormi 20 horas seguidas e com a cabeça a 200km/h. Ainda mais quando to de férias! HUEheue
Eu tava lendo o blog duns amigos meus e acabei caindo num post sobre um video game de sexo. Não vou mentir dizendo “nunca imaginei isso”, lógico, na minha mente nada puritana já pensei nessas possibilidades, mas o que assusta é que. com certeza, algumas pessoas substituem as vidas reais pelo “viver virtual”.
Ou você nunca conheceu um daqueles “gamemaníacos” que passam coisa de16-20 horas jogando direto, sem sair, sem estudar, sem comer direito? Sim, essas pessoas existem e cada dia mais a imersão virtual aumenta. Antes você podia passar algumas horas jogando o The sims, mas era um jogo solitário. Com a evolução da internet novos jogos surgiram, como o Second Life e lá você “interage” com pessoas de verdade, só que virtualmente.
Como o próprio nome do jogo diz: Segunda Vida. O problema é que acredito que num futuro não muito distante algumas milhares de pessoas irão substituir as suas “first lifes” e passarão a viver nesse mundo bizarramente virtual. O que me faz crer nisso é que quanto mais real o virtual fica, menos as pessoas “necessitam” do real. E como no mundo virtual a pessoa pode ser exatamente aquilo que ela deseja é realmente algo tentador.
Quando escrevo isso imagino aquelas pessoas tímidas, retraídas e que se soltam completamente na internet. Pessoas que buscam saídas nesses jogos, viver o que não vivem de verdade (agora tem até jogo pra virgens de 40 anos), pessoas que não conseguem ter uma “real-life” e optam assim por uma vida “virtual” para conseguirem obter algum prazer em estar vivo.
Somos todos loucos! Cheios de manias, correrias, fobias, esquisitices, tosquices, bizarrices, excessos, acessos e mais um monte de ias, ices e essos. Por isso, eu Paula Varejão e eu Daniel Vieira, estudantes de comunicação da UFES, daremos nesse blog em vasilhames descartáveis doses embutidas de loucura, uma produção em série de consumo rápido para mostrar que no fundo somos todos loucos, que viver já é uma grande loucura. Enfim, não vamos tratar apenas daquela loucura que é considerada patologia e leva pessoas ao sanatório, mas o devaneio que está dentro de cada indivíduo sem exceção. Porque, no fim, vale aquela velha máxima: “De médico e louco, todo mundo tem um pouco.”