Talvez eu possa exagerar um pouco nesse texto, mas como sempre fui dado aos excessos e aos exageros relevem algumas idéias mirabolantes. Eu vejo duas formas de mundo, um mundo exterior, o das coisas existentes e um Mundo interior, do campo das idéias. Para diferenciá-los eu vou usar a letra maiúscula quando for falar do Mundo interior.
Pois bem, eu não me lembro exatamente onde eu li sobre isso e nem o porquê de eu ler isso mas existem teorias engraçadas da interação do Mundo com o mundo. Alguns exotéricos, estudiosos, superticiosos, sei lá como denominá-los dizem simplesmente que as vontades interiores ajudam a moldar a realidade exterior, não somente aquela do campo da tua própria ação mas sim como se o universo realmente pudesse se moldar completamente de acordo com as vontades de todos. Tudo bem, pode parece insanidade isso (ah, mas você tá num blog sobre loucura e queria o que?) mas eu tenho percebido o mundo se moldando às minhas vontades mais sinceras como se eu fosse simplesmente o Deus e Diabo de minha própria existência. Tá mas aí vocês vão se perguntar: “Ok e como o ‘Senhor’ explica as coisas ruins que te acontecem? Você deseja o seu próprio mau?”
Por isso do Caos no título, não desejamos nosso mau, mas temos um pequeno problema, nosso humor varia e nessa variação de humor, muitas vezes, o mundo se molda ao estado do teu Mundo. Então se seguirmos a linha de raciocínio a resposta é sim, desejamos nossa própria falha, mesmo inconscientemente. Nosso Mundo é tão imprevisível quanto o próprio mundo. Nos gerimos dentro do Caos e nisso transformamos o mundo para satisfazer o nosso Mundo.
Essa idéia me faz lembrar o filme Vanilla Sky(que por acaso é muito bom) e me faz pensar naquela verso idiota daquela musiquinha do criança esperança “Depende de nós”. Pensando dessa forma percebemos que na verdade quem é o detentor do destino é o nosso próprio ego e suas maluquisses. Tudo bem, essa idéia pode parecer absurda pq teriamos de gerir um choque de Egos, não só de um ou dois Egos mas de bilhões deles e assim se o mundo fosse se moldar a cada vontade absurda das pessoas o mundo seria muito estranho e impraticável e só nos restariam duas possibilidades: Os outros não existem e são somente criação do teu próprio Ego para satisfazer a necessidade de comunicação e a sensação de existência ou, o que acho mais plausível, os choques das vontades fazem o mundo ser como é e nesse choque as vontades mais fortes vencem e por isso uns tem “sorte” e outras vezes “azar” já que nem sempre é possível ganhar sempre.
Onde eu queria chegar nessa lenga-lenga descrita até aqui? Que para conseguirmos o que queremos não basta somente a ação, mas demandamos também do nosso desejo de conseguir. As vezes que estamos mais seguros de nós mesmos, mais fortemente interessados são, sem dúvida, as vezes que temos aquela maior sorte do mundo e nosso esforço precisa ser o mínimo, parece que aquilo era o que estava pré-destinado, como se aquilo ali fosse algo simplesmente natural e não pudesse ser diferente. Pode até ser viagem da minha cabeça, mas é como eu tenho visto o meu Mundo interfirindo nos acontecimentos gerais do mundo em que estou.
Por Daniel Vieira


