Posts com Tag ‘Moral’

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E quem disse que pedófilo é gente?

Sex 18 Setembro, 2009

Ontem, ouvindo o rádio pela manhã, me deparei com uma notícia no mínimo bizarra. Está em votação a seguinte lei:  Pedófilos condenados receberão a “oportunidade” de serem castrados quimicamente, em contrapartida, os que aceitarem,  receberiam redução de pena.

Ok, primeiramente deixarei claro, não defendo a pedofilia, sei e aceito que é imoral (apesar de que moralidade é um conceito social criado, logo…) e creio que se acontecesse com um futuro filho meu ficaria completamente indignado exigindo a morte sumária do que o fizesse. Mas leis, antes de tudo, devem ser feitas com um olhar não apaixonado e racional. Caso exista paixão, assim como na função de jornalista, cria-se coisas medonhas como essa.

Desde quando pedófilo deixou de ser gente? Normalmente castramos aqueles animais que não queremos que se reproduzam, aqueles porcos que queremos que engordem,  aquele cachorro agitado, mas o fazemos por conta da não ”racionalidade” do animal. Uma pessoa, mesmo que cometa um crime de pedofilia, deixa de ser racional? Teriamos o direito de “castrar” sua libido? Isso é tão absurdo quanto a própria pedofilia. Pegamos uma pessoa que comete um crime e “cometemos” um crime contra ela.

E se alguém disser: Mas ele escolhe. Ué, um suicida não tem o direito de escolher se pode se matar ou não. Um maluco qualquer não pode se espancar por diversão (só por religião). O pedófilo pode escolher se castrar quimicamente? Abrir mão de sua libido pelo simples fato de ele possivelmente voltar a cometer o crime? Alias, ainda mais com o sistema carcerário brasileiro e a forma como os presos lidam com esse tipo de gente, isso não chega nem a ser uma escolha, mas a única opção possível. Punimos um ato considerado bárbaro com outro! Ou seja, rebaixamo-nos ao nível dos mesmos, violamos o direito sobre seu próprio corpo e não sobre sua liberdade. Quase como a Lei de Talião do olho por olho, dente por dente.  Daqui a pouco vamos paralizar quimicamente as mãos dos ladrões para que os mesmos não possam mais cometer delitos.

Se pedofilia é uma “doença” moral, deve ser tratada com terapeutas, psiquiatria com remédios, no máximo, mas castração química? A doença desses caras no final, é a mesma que todos sofremos, não nos encaixamos em todas as regras morais da sociedade, algumas vezes isso é mais grave, como é o caso.  Mas preferimos transformar tudo em gado, é mais fácil, mais seguro e “indolor”.

Por Daniel Vieira

Ps:  Enquanto isso, ao invés de tratar de questões mais relevantes como a fome, crescimento econômico, a putaria que é o congresso, corrupção e etc. Nós, o povo, ficamos criando campanhas de “Todos contra a pedofilia”. Pedofilia destrói a vida de pessoas sim, concordo, mas as outras questões não? Quem é pior? Um pedófilo ou o Sarney? Quem fode mais vidas?” Sarney e cia” botam na bunda de todo mundo, todo dia, quase que por 24 horas. A diferença nisso tudo é que ninguém vai castrar o Sarney.

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Leis Anti-tudo

Sex 14 Agosto, 2009

Tava pensando aqui sobre a Lei Anti-Tabagismo que foi aprovada em São Paulo.  Ok, quem não fuma aprova e aplaude, afinal, cheiro de cigarro, fumo passivo e outras coisas não são agradáveis pra quem não fuma. O que ninguém para pra pensar é que cada lei dessa retira as liberdades individuais,  não pode fumar, daqui a pouco não pode beber, e não pode isso, não pode aquilo, nem aquilo outro, não pode, não pode, não pode…

Já pararam pra pensar no quão restritiva a sociedade está se tornando? Não que restrições não sejam importantes prum convívio saudável entre as pessoas. Mas vai chegar um momento que certas coisas serão como naqueles filmes futuristas onde não se pode ler certas coisas, ver certas coisas (oh, já estamos nisso ae), falar de certas coisas (opa, já estamos nesta tb) e fazer o que bem entendemos com nosso corpo com a desculpa que faz “mal a saúde”.

Ora, se a sociedade estará cada vez mais restritiva estamos numa sociedade livre? Você pode fazer qualquer coisa, desde que seja dentro da lei. Ou seja, a tal liberdade não existe. Não pode fumar em boate? Ok! E se eu criar uma boate que só entra quem fuma? Provavelmente não pode, afinal, não se pode mais fumar em lugares fechados. 

Seria mais simples cobrar uma área separada por vidraça, muro, parede o que fosse pra separar as áreas do que simplesmente proibir. Fuma quem quer, frequenta  a área de fumantes quem quer. 

Outro dia teve a polêmica com a piadinha do Danilo Gentilli no twitter, se enquadra no mesmo assunto. Somos uma sociedade onde cada vez mais podemos fazer menos. Temos de seguir a cartilha senão, já era.  Claro que aqui no Brasil ainda falta fiscalização, mas a lei está aí, imagine se a fiscalização funcionasse?

Daqui a pouco viveremos como prisioneiros das nossas próprias regras. Onde não fazemos pq queremos, mas pq a lei manda e se não fizer do jeito que está na nossa cartilha de conduta seremos execrados, presos, multados e tudo mais.

Por Daniel Vieira

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In-existência

Sex 30 Novembro, 2007

E eu queria, sem ver, escrever e conseguir colocar duma forma “entendível” tudo que eu tenho pensado nessas semanas, nessa noite, principalmente. É engraçado como nosso pensamento foge quando a idéia é boa e só lhe falta pegar pelo rabo dela enquanto ela foge por aí, nesses cantos escuros do cérebro. Mas 0kay… vamos tentar.

Eu podia simplesmente jogar tudo pro alto. Já fui tanta coisa, quase tudo na verdade, louco, punk, poeta, músico, cozinheiro, escritor, amante, filho, professor, aluno… EU podia simplesemente jogar tudo pro alto, deixar pra trás uma história, uma vida e um mundo. Começar de novo? Não! Nunca! Mas ao jogar tudo pro alto eu inexistiria. Seria como aquelas estrelas que se apagam num céu limpo e ninguém percebe.  E quem quer perceber algo que se apaga num lugar onde todo dia nasce mais um?

Mas, com o passar dos dias eu percebi que não existe uma real forma de inexistir. Você pode pirar e apagar seu passado, mudar de cidade, país, planeta, galáxia… mas e dentro de você mesmo? A tua existência anterior ao radicalismo da mudança continuará a martelar, como aquelas máquinas bate-estacas, erros anteriores voltarão, acertos, tristezas e alegrias. A sua existência dentro da inexistência. Confuso? Eu tentarei simplificar.

A nossa existência, nossa… consciência continua existindo independentemente da nossa inexistência para os outros. Você pode fazer tudo errado e destruir todas as coisas que você fez, manchar sua “reputação”, perder a confiança de todos. As pessoas que você um dia prejudicou, ou que sabem de algo daquilo que você se envergonha, se esquecerão de você um dia, isso é fácil, basta mudar o círculo de amigos, cidade, local de trabalho. Mas você esquecerá isso?

Como disse no início do post. Jogar tudo para o alto e inexistir é muito fácil. Mas nunca conseguiremos deixar tudo para trás. Superam-se traumas, vergonhas, erros e até se aprende algo com eles. Mas esquecer? Ser outra pessoa diferente? Só apagando a própria e real existência. Sem querer ser trágico e dramático mas, mesmo assim, sendo: Só a morte nos libertaria da nossa própria existência. Então acostumem-se com suas próprias frustrações pois essa tal de vida real é aquele tipo de jogo que não tem save, não tem “extra-life”, nem segunda chance. Se existisse isso, seria muito fácil e quem sabe até perderia a graça, não?

Por Daniel Vieira

ps: Eu ia postar esse texto a quase um mês atrás. Estava incompleto, estava estranho e muito mais sem sentido. A idéia acabou se distorcendo com o tempo mas continua a mesma em sua essência.

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Pessoas descartáveis.

Qui 18 Outubro, 2007

Tá, tudo bem, estou bebado. Mas isso não pode passar em branco. Eu já estava com isso na cabeça e eu hoje comprovei minha teoria, mais uma, vou virar um filósofo e quem sabe assim poderei viver de meu ócio!

As pessoas não valem nada hoje em dia. São tão descartáveis quanto uma garrafa Pet de refrigerante vagabundo. Hoje, mais do que em outros dias, pude comprovar isso. Eu posso até afirmar que já cheguei a acreditar que pessoas podiam se mover segundo afinidades e interesses, mas sinceramente? Elas querem usar, sim como se fossemos objetos, e quando o interesse acaba, somos descartados, meio como pratos plásticos sujos depois de um aniversário. Não passamos de objetos de uso mútuo, o que é usado pra um parece novo ao outro.

Sim, quem está lendo isso não precisa interpretar meu texto. Eu vou dizer claramente. Somos OBJETOS para uso ALHEIO quando nos tratamos de relações interpessoais. Eu poderia problematizar, justificar meu devaneio, mas prefiro deixar isso em aberto.

Como diria um bom poeta que escreveu uma famosa letra dum dance antigo “Some of them want to use you”. Objetos, tão usáveis e descartáveis quanto um garfinho plástico.

 Por Daniel Vieira

Ps: Bebi e não to ligando a mínima. Depois elaboro melhor isso.

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Fazendo média.

Sex 13 Julho, 2007

Não, não sou do tipo de cara que gosta de fazer média. Nem to fazendo esse post pra fazer média com ninguém, talvez seja exatamente o contrário. Talvez por eu ter ligado a muito tempo o botão do “foda-se” eu perceba mais fácil o quanto as pessoas ficam fazendo média uma com as outras. Num desses meus posts anteriores eu falei de interesse, e esse “fazer média” é a forma mais comum de cobrir e alcançar seus interesses e acredito que a forma mais sem sinceridade de todas.

Sabe aqueles elogios sem sinceridade, aquelas formas de dizer as coisas sempre tentando “não ofender” ou “para não mudar as coisas”. Fazer média, para mim, é pura falsidade. Uma vez enquanto eu conversava com minha ex-namorada exatamente sobre isso ela veio me falar que somente fazendo média se pode crescer em empresas. Eu discordei na época, discordo até hoje e continuo achando que se algum dia eu precisar crescer que seja por puro mérito e não por ser um grande “fazedor de média”.

Eu não tenho saco pra ficar perto de quem eu não to com a mínima vontade de conversar só por conta de algum interesse. Nem deixo de lado minhas convicções para “não ficar mal” com ninguém. Mas 99% das pessoas fazem isso e elas conseguem ganhar algo em cima disso? Conseguem, mas será que são coisas bem construídas e que terão durabilidade? Não creio.

Quem faz muita média não tem mérito nenhum que o sustente, não tendo mérito, no primeiro problema, na primeira oportunidade, o fazedor de média é quem roda. Essa lógica serve profissionalmente, serve politicamente, serve em relacionamentos. Pq fazer média uma ou duas vezes quase nunca é percebido, mas quem vive de fazer média sempre uma hora deixa a máscara cair e assim que o fazer média é percebido a pessoa que está sendo “vítima” desse fazedor de média buscará excluí-la.

Eu pelo menos faço isso, algumas pessoas que pensam igual a mim também fazem. Para mim, “fazer média” está mais para “fazer merda”. Como disse uma vez para mim o Mafra, “o preço da sinceridade é o risco da ofensa”, prefiro ser sinceramente ofensivo que amistosamente falso.

Por Daniel Vieira