Posts com Tag ‘sinceridade’

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E o Oscar vai para…

Seg 21 Setembro, 2009

…mim?

Outro dia eu estava analisando as coisas que eu falo e, talvez seja somente comigo isso, percebo que muitas vezes estou atuando ao invés de ser completamente sincero. Não sei se isso seja coisa que se fale, mas se eu fosse completamente “verdadeiro” conseguiria sobreviver?

É estranho como o mundo várias vezes te obriga a não sinceridade. Não que sejamos falsos, mas como vamos dizer “olha, esse corte de cabelo ficou ridículo” ou “Não enche!”?

Talvez pela idéia do politicamente correto, do “relações saudáveis”, daquele espírito polido, nós tenhamos de ser tão falsos. Quase como atores em vida, escolhemos bem as palavras, metodicamente, para nos mantermos bem com os outros, mesmo quando não queremos alguns tão bem assim.

Ok, imagino o tanto de briga que ia dar se todo mundo fosse mais sincero. O mundo seria mais desagradável? Talvez, pelo menos saberiamos exatamente onde estamos pisando e com quem estamos lidando. As vezes tento imaginar o que se passa na cabeça do outro enquanto fala. Se está sendo sincero ou está simplesmente dissimulando, como na maioria das situações temos de atuar, é um bom exercício a se fazer imaginar o que o outro esta a pensar.

E são raras as vezes que não estamos falando sem atuar. Raras as pessoas que nos conhecem de verdade e para quem mostramos nossas verdadeiras facetas. Talvez confiança faça isso nascer com o tempo.  Talvez afinidade, não sei. Mas e se não existisse ninguém em que vc confie? Passará o resto da sua vida atuando? Sendo N personagens por dia? Será que numa dessas você não perde sua identidade e fica sem saber quem realmente é? Quase como aqueles quebra-cabeças, onde cada peça existe sozinha, mas o conjunto, ainda misturado, não possui identidade nenhuma.

Por Daniel Vieira

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Pessoas descartáveis.

Qui 18 Outubro, 2007

Tá, tudo bem, estou bebado. Mas isso não pode passar em branco. Eu já estava com isso na cabeça e eu hoje comprovei minha teoria, mais uma, vou virar um filósofo e quem sabe assim poderei viver de meu ócio!

As pessoas não valem nada hoje em dia. São tão descartáveis quanto uma garrafa Pet de refrigerante vagabundo. Hoje, mais do que em outros dias, pude comprovar isso. Eu posso até afirmar que já cheguei a acreditar que pessoas podiam se mover segundo afinidades e interesses, mas sinceramente? Elas querem usar, sim como se fossemos objetos, e quando o interesse acaba, somos descartados, meio como pratos plásticos sujos depois de um aniversário. Não passamos de objetos de uso mútuo, o que é usado pra um parece novo ao outro.

Sim, quem está lendo isso não precisa interpretar meu texto. Eu vou dizer claramente. Somos OBJETOS para uso ALHEIO quando nos tratamos de relações interpessoais. Eu poderia problematizar, justificar meu devaneio, mas prefiro deixar isso em aberto.

Como diria um bom poeta que escreveu uma famosa letra dum dance antigo “Some of them want to use you”. Objetos, tão usáveis e descartáveis quanto um garfinho plástico.

 Por Daniel Vieira

Ps: Bebi e não to ligando a mínima. Depois elaboro melhor isso.

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Fazendo média.

Sex 13 Julho, 2007

Não, não sou do tipo de cara que gosta de fazer média. Nem to fazendo esse post pra fazer média com ninguém, talvez seja exatamente o contrário. Talvez por eu ter ligado a muito tempo o botão do “foda-se” eu perceba mais fácil o quanto as pessoas ficam fazendo média uma com as outras. Num desses meus posts anteriores eu falei de interesse, e esse “fazer média” é a forma mais comum de cobrir e alcançar seus interesses e acredito que a forma mais sem sinceridade de todas.

Sabe aqueles elogios sem sinceridade, aquelas formas de dizer as coisas sempre tentando “não ofender” ou “para não mudar as coisas”. Fazer média, para mim, é pura falsidade. Uma vez enquanto eu conversava com minha ex-namorada exatamente sobre isso ela veio me falar que somente fazendo média se pode crescer em empresas. Eu discordei na época, discordo até hoje e continuo achando que se algum dia eu precisar crescer que seja por puro mérito e não por ser um grande “fazedor de média”.

Eu não tenho saco pra ficar perto de quem eu não to com a mínima vontade de conversar só por conta de algum interesse. Nem deixo de lado minhas convicções para “não ficar mal” com ninguém. Mas 99% das pessoas fazem isso e elas conseguem ganhar algo em cima disso? Conseguem, mas será que são coisas bem construídas e que terão durabilidade? Não creio.

Quem faz muita média não tem mérito nenhum que o sustente, não tendo mérito, no primeiro problema, na primeira oportunidade, o fazedor de média é quem roda. Essa lógica serve profissionalmente, serve politicamente, serve em relacionamentos. Pq fazer média uma ou duas vezes quase nunca é percebido, mas quem vive de fazer média sempre uma hora deixa a máscara cair e assim que o fazer média é percebido a pessoa que está sendo “vítima” desse fazedor de média buscará excluí-la.

Eu pelo menos faço isso, algumas pessoas que pensam igual a mim também fazem. Para mim, “fazer média” está mais para “fazer merda”. Como disse uma vez para mim o Mafra, “o preço da sinceridade é o risco da ofensa”, prefiro ser sinceramente ofensivo que amistosamente falso.

Por Daniel Vieira