Tava pensando aqui sobre a Lei Anti-Tabagismo que foi aprovada em São Paulo. Ok, quem não fuma aprova e aplaude, afinal, cheiro de cigarro, fumo passivo e outras coisas não são agradáveis pra quem não fuma. O que ninguém para pra pensar é que cada lei dessa retira as liberdades individuais, não pode fumar, daqui a pouco não pode beber, e não pode isso, não pode aquilo, nem aquilo outro, não pode, não pode, não pode…
Já pararam pra pensar no quão restritiva a sociedade está se tornando? Não que restrições não sejam importantes prum convívio saudável entre as pessoas. Mas vai chegar um momento que certas coisas serão como naqueles filmes futuristas onde não se pode ler certas coisas, ver certas coisas (oh, já estamos nisso ae), falar de certas coisas (opa, já estamos nesta tb) e fazer o que bem entendemos com nosso corpo com a desculpa que faz “mal a saúde”.
Ora, se a sociedade estará cada vez mais restritiva estamos numa sociedade livre? Você pode fazer qualquer coisa, desde que seja dentro da lei. Ou seja, a tal liberdade não existe. Não pode fumar em boate? Ok! E se eu criar uma boate que só entra quem fuma? Provavelmente não pode, afinal, não se pode mais fumar em lugares fechados.
Seria mais simples cobrar uma área separada por vidraça, muro, parede o que fosse pra separar as áreas do que simplesmente proibir. Fuma quem quer, frequenta a área de fumantes quem quer.
Outro dia teve a polêmica com a piadinha do Danilo Gentilli no twitter, se enquadra no mesmo assunto. Somos uma sociedade onde cada vez mais podemos fazer menos. Temos de seguir a cartilha senão, já era. Claro que aqui no Brasil ainda falta fiscalização, mas a lei está aí, imagine se a fiscalização funcionasse?
Daqui a pouco viveremos como prisioneiros das nossas próprias regras. Onde não fazemos pq queremos, mas pq a lei manda e se não fizer do jeito que está na nossa cartilha de conduta seremos execrados, presos, multados e tudo mais.
Por Daniel Vieira
