Posts com Tag ‘verdade’

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O Mundo, o Caos e Eu.

Sáb 6 Outubro, 2007

Talvez eu possa exagerar um pouco nesse texto, mas como sempre fui dado aos excessos e aos exageros relevem algumas idéias mirabolantes. Eu vejo duas formas de mundo, um mundo exterior, o das coisas existentes e um Mundo interior, do campo das idéias. Para diferenciá-los eu vou usar a letra maiúscula quando for falar do Mundo interior.

Pois bem, eu não me lembro exatamente onde eu li sobre isso e nem o porquê de eu ler isso mas existem teorias engraçadas da interação do Mundo com o mundo. Alguns exotéricos, estudiosos, superticiosos, sei lá como denominá-los dizem simplesmente que as vontades interiores ajudam a moldar a realidade exterior, não somente aquela do campo da tua própria ação mas sim como se o universo realmente pudesse se moldar completamente de acordo com as vontades de todos. Tudo bem, pode parece insanidade isso (ah, mas você tá num blog sobre loucura e queria o que?) mas eu tenho percebido o mundo se moldando às minhas vontades mais sinceras como se eu fosse simplesmente o Deus e Diabo de minha própria existência. Tá mas aí vocês vão se perguntar: “Ok e como o ‘Senhor’ explica as coisas ruins que te acontecem? Você deseja o seu próprio mau?”

Por isso do Caos no título, não desejamos nosso mau, mas temos um pequeno problema, nosso humor varia e nessa variação de humor, muitas vezes, o mundo se molda ao estado do teu Mundo. Então se seguirmos a linha de raciocínio a resposta é sim, desejamos nossa própria falha, mesmo inconscientemente. Nosso Mundo é tão imprevisível quanto o próprio mundo. Nos gerimos dentro do Caos e nisso transformamos o mundo para satisfazer o nosso Mundo.

Essa idéia me faz lembrar o filme Vanilla Sky(que por acaso é muito bom) e me faz pensar naquela verso idiota daquela musiquinha do criança esperança “Depende de nós”. Pensando dessa forma percebemos que na verdade quem é o detentor do destino é o nosso próprio ego e suas maluquisses. Tudo bem, essa idéia pode parecer absurda pq teriamos de gerir um choque de Egos, não só de um ou dois Egos mas de bilhões deles e assim se o mundo fosse se moldar a cada vontade absurda das pessoas o mundo seria muito estranho e impraticável e só nos restariam duas possibilidades: Os outros não existem e são somente criação do teu próprio Ego para satisfazer a necessidade de comunicação e a sensação de existência ou, o que acho mais plausível, os choques das vontades fazem o mundo ser como é e nesse choque as vontades mais fortes vencem e por isso uns tem “sorte” e outras vezes “azar” já que nem sempre é possível ganhar sempre.

Onde eu queria chegar nessa lenga-lenga descrita até aqui? Que para conseguirmos o que queremos não basta somente a ação, mas demandamos também do nosso desejo de conseguir. As vezes que estamos mais seguros de nós mesmos, mais fortemente interessados são, sem dúvida, as vezes que temos aquela maior sorte do mundo e nosso esforço precisa ser o mínimo, parece que aquilo era o que estava pré-destinado, como se aquilo ali fosse algo simplesmente natural e não pudesse ser diferente. Pode até ser viagem da minha cabeça, mas é como eu tenho visto o meu Mundo interfirindo nos acontecimentos gerais do mundo em que estou.

Por Daniel Vieira

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Certo e errado.

Dom 2 Setembro, 2007

Sim, se alguém da sala de teoria da opnião pública ler esse post ja saberá minha idéia sobre o assunto, porém aqui creio que consigo expor melhor o meu ponto de vista sobre a futilidade das questões de discutir o certo e o errado.

Mas saindo disso e entrando no ponto que quero colocar em questão: existe certo e errado? Quem constrói o bom e o mal? Quem constrói o mocinho e o bandido? Para mim, discutir se fulano ou ciclano agiu de forma certa ou errada é mera questão de ponto de vista. Eu achei engraçada a posição de uma menina que estuda em minha sala, que indignou-se e disse que segundo minha visão Hitler então estaria certo, levando em consideração os valores dele na época… Bem, se Hitler tivesse ganho a guerra a escrita dos valores poderiam ser diferentes e nós achariamos que ele fez o certo. Assim como hoje existem norte-americanos que acham que todos os mulçumanos são vilões e assim como existe o contrário.

Discutir quem está certo é uma futilidade sim, pois você julga com seus valores éticos e morais toda um outro padrão de vida, toda uma outra cultura, todo outro padrão ético. Quem somos nós para julgar tribos indígenas que sacrificam seus pares para fazer rituais religiosos, ou até mesmo Hitler que, em sua concepção de mundo, estava fazendo o certo em eliminar os judeus, ou quem somos nós para julgar que o sionismo está errado também.

O foco do problema, para mim está exatamente em como é escrita a história. É uma história dos vencedores, sempre. E quem vence está certo, pois consegue impor seus valores e assim ditar quem é o certo e quem é o errado. Desse modo eu vejo até com certa graça (talvez eu tenha um estranho senso de humor) como as pessoas reagem quando alguém vai contra os valores no qual elas se encaixam. É um misto de ódio com algumas pitadas de raiva.

Mas aí sempre aparece um maluquinho para dizer e jogar na minha cara:”ENTÃO PARA VOCÊ ROUBAR É CERTO?”

E eu tenho de explicar tudo de novo, dentro da minha concepção de mundo, não posso julgar isso. Pessoalmente sou averso a roubar e a muitas coisas que estão de acordo com a moral do senso-comum cristão-ocidental-centro-esquerdista. Porém, conheço pessoas que acham que matar quem vai de encontro com seus interesses correto, conheço quem ache que trair é certo e apesar de não conhecer ninguém  que ache que roubar é certo devem existir pessoas assim. E como disse anteriormente, a história é escrita por quem vence. Assim sendo, se as pessoas que acham que roubar é certo fossem a maioria muitos dos que estão lendo essas linhas e talvez, eu, também acharia isso. Escrevendo isso me lembrei que já ocorreu um fato assim na história, os piratas ingleses que eram avalisados pela coroa inglesa para saquear outras embarcações. Eles estavam errados? Para o povo da Inglaterra não.

Mas quem sou eu para discutir isso? Para mim tudo isso, inclusive esse post, não passa de mera futilidade… =p

ps: Aos que acompanham o blog desculpa pela falta de frequência, mas eu estava de férias e isso se extendeu ao blog.

ps2: To com um teclado novo e ainda não me acostumei ao esquema das teclas dele. Infelizmente creio que só daqui umas semanas estarei acostumado de verdade com ele, então até lá vocês verão muitos posts com acentos faltando por aí hauhahuahuahuahauah

Por Daniel Vieira

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Fazendo média.

Sex 13 Julho, 2007

Não, não sou do tipo de cara que gosta de fazer média. Nem to fazendo esse post pra fazer média com ninguém, talvez seja exatamente o contrário. Talvez por eu ter ligado a muito tempo o botão do “foda-se” eu perceba mais fácil o quanto as pessoas ficam fazendo média uma com as outras. Num desses meus posts anteriores eu falei de interesse, e esse “fazer média” é a forma mais comum de cobrir e alcançar seus interesses e acredito que a forma mais sem sinceridade de todas.

Sabe aqueles elogios sem sinceridade, aquelas formas de dizer as coisas sempre tentando “não ofender” ou “para não mudar as coisas”. Fazer média, para mim, é pura falsidade. Uma vez enquanto eu conversava com minha ex-namorada exatamente sobre isso ela veio me falar que somente fazendo média se pode crescer em empresas. Eu discordei na época, discordo até hoje e continuo achando que se algum dia eu precisar crescer que seja por puro mérito e não por ser um grande “fazedor de média”.

Eu não tenho saco pra ficar perto de quem eu não to com a mínima vontade de conversar só por conta de algum interesse. Nem deixo de lado minhas convicções para “não ficar mal” com ninguém. Mas 99% das pessoas fazem isso e elas conseguem ganhar algo em cima disso? Conseguem, mas será que são coisas bem construídas e que terão durabilidade? Não creio.

Quem faz muita média não tem mérito nenhum que o sustente, não tendo mérito, no primeiro problema, na primeira oportunidade, o fazedor de média é quem roda. Essa lógica serve profissionalmente, serve politicamente, serve em relacionamentos. Pq fazer média uma ou duas vezes quase nunca é percebido, mas quem vive de fazer média sempre uma hora deixa a máscara cair e assim que o fazer média é percebido a pessoa que está sendo “vítima” desse fazedor de média buscará excluí-la.

Eu pelo menos faço isso, algumas pessoas que pensam igual a mim também fazem. Para mim, “fazer média” está mais para “fazer merda”. Como disse uma vez para mim o Mafra, “o preço da sinceridade é o risco da ofensa”, prefiro ser sinceramente ofensivo que amistosamente falso.

Por Daniel Vieira